<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954</id><updated>2012-02-16T20:07:36.145-08:00</updated><title type='text'>Guinébissau1974</title><subtitle type='html'>Este Blogue, tal como se diz na Introdução   constitui um levantamento e abordagem de temas sobre a problemática da Guiné Bissau antes da sua independência. É também uma homenagem minha a uma memória que fica     . Assisti emocionado ao nascer deste país! Já agora não saia do blogue sem deixar um comentário.&lt;a href="http://lusito.bubok.pt"&gt;Clique aqui para visitar meus livros&lt;/a&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>77</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-7212779734142644995</id><published>2011-07-11T17:11:00.000-07:00</published><updated>2011-07-11T17:12:11.132-07:00</updated><title type='text'>Primeira-dama da Guiné-Bissau em Portugal</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-s8wh210f870/ThpGR6L1bRI/AAAAAAAABNs/if3zIFNutdc/s1600/primeira%2Bdama.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 151px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-s8wh210f870/ThpGR6L1bRI/AAAAAAAABNs/if3zIFNutdc/s200/primeira%2Bdama.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5627887957843471634"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mariama Sanhá é também presidente da Fundação Ninho da Criança de apoio a órfãos guineenses&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira-dama da Guiné-Bissau, Mariama Sanhá, realiza entre segunda e quinta-feira uma visita ao norte de Portugal para assinar vários protocolos com instituições com o objectivo de reforçar a cooperação entre os dois países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A deslocação de Mariama Sanhá, também presidente da Fundação Ninho da Criança de apoio a órfãos guineenses, ocorre na sequência de um convite feito pela Associação de Desenvolvimento Local Minho Lima e do cônsul honorário da república da Guiné-Bissau, Joaquim Luís de Sousa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo um comunicado enviado à imprensa, a visita ao norte de Portugal tem como objectivo "contactar com diversas instituições, autarquias e empresas para reforçar os laços de solidariedade e cooperação com a Guiné-Bissau".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a sua estada em Portugal, Mariama Sanhá vai assinar um protocolo de cooperação entre a Fundação Ninho da Criança e o Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Previsto está igualmente a assinatura de um protocolo entre a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, representada pelo padre Lino Maia, e a Ninho da Criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariama Sanhá, enquanto presidente da Fundação Ninho da Criança assinará também protocolos de cooperação com a Associação de Desenvolvimento Rural Mútua de Basto Norte e a Associação de Desenvolvimento Local Minho Lima.&lt;br /&gt;---------------------------------------&lt;br /&gt;Não posso deixar de assinalar a passagem desta ilustre personalidade da República da Guiné-Bissau, país da CPLP (Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa).&lt;br /&gt;Devo acrescentar que estive no território da então Guiné Portuguesa como oficial miliciano em 1973 e 1974. Assisti com emoção à independência de mais um país de língua oficial portuguesa.&lt;br /&gt;Estava lá quando se deu em Portugal o 25 de Abril. Só regressaria em Setembro desse ano, tendo entretanto ajudado a passar o testemunho ao PAIGC, no então Ministério da Educação, onde conheci, entre outras personalidades, Mário Cabral.&lt;br /&gt;Por razões óbvias, familiares e outras não pude alargar no tempo a minha colaboração, que me fora simpaticamente solicitada.&lt;br /&gt;Fiquei com a melhor das impressões daquela Terra.&lt;br /&gt;A ela desejo prosperidade e paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando algum tempo livre que passava na Biblioteca de Bissau, escrevi por lá umas páginas, que compilei num livro a que decidi chamar "GUINÉ-BISSAU 1974" em que abordo os mais diversos temas, sociais, religiosos, étnicos, entre outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-v2kC6Sjuzpc/ThpFQLpbSOI/AAAAAAAABNk/GYsl9374A88/s1600/Guin%25C3%25A9%2BBissau%2B1974.jpeg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 138px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-v2kC6Sjuzpc/ThpFQLpbSOI/AAAAAAAABNk/GYsl9374A88/s200/Guin%25C3%25A9%2BBissau%2B1974.jpeg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5627886828659624162"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eis a sinopse do livro, que pode ser visionado clicando na imagem: &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Assuntos variados de um tempo que é já história, pois muito do que se diz aqui foi já objecto de grandes mudanças. Mas há sempre coisas que ficam no tempo que passa e podem mudar-se nomes, acontecimentos, pessoas, mas a Guiné, como território, como país, continuará com base na sua história trilhando os promissores caminhos do futuro"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiquem bem,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://lusito.bubok.pt"&gt;António Esperança Pereira&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font class="Apple-style-span" color="#000000"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/%3Cspan%20style=" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font class="Apple-style-span" color="#000000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font class="Apple-style-span" color="#000000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font class="Apple-style-span" color="#000000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-7212779734142644995?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/7212779734142644995/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=7212779734142644995' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7212779734142644995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7212779734142644995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2011/07/primeira-dama-da-guine-bissau-em.html' title='Primeira-dama da Guiné-Bissau em Portugal'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-s8wh210f870/ThpGR6L1bRI/AAAAAAAABNs/if3zIFNutdc/s72-c/primeira%2Bdama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-8762157365057047357</id><published>2011-03-16T18:25:00.000-07:00</published><updated>2011-03-16T18:28:44.122-07:00</updated><title type='text'>Livro "GUINÉ-BISSAU 1974" enviado para TIMOR</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-zrBIajmzAZo/TYESRaZBh5I/AAAAAAAABAM/sQzXfuu3oWU/s1600/timor.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 141px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-zrBIajmzAZo/TYESRaZBh5I/AAAAAAAABAM/sQzXfuu3oWU/s200/timor.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584765103267481490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Devo dizer que tenho já preparada uma encomenda de autores portugueses e estrangeiros, para enviar via CTT &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ao cuidado de Joana Alves dos Santos&lt;/span&gt;, a professora portuguesa em Dili que pediu livros, para:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embaixada de Portugal em Díli&lt;br /&gt;Av. Presidente Nicolau Lobato&lt;br /&gt;Edifício ACAIT&lt;br /&gt;Díli - TIMOR LESTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescento ao lote de livros de diversos autores, dois de minha autoria, que creio se enquadram perfeitamente no solicitado, quer pela linguagem simples que neles é usada, quer pelas temáticas de ambos:&lt;br /&gt;Um deles versa temas para um público juvenil, são textos e histórias com interesse pedagógico: trata-se do livro "ERA UMA VEZ...TEXTOS E HISTÓRIAS". &lt;br /&gt;Para detalhes, pode ser consultado clicando aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bubok.pt/libros/2460/ERA-UMA-VEZ-TEXTOS-E-HISTORIAS"&gt;&lt;img src="http://www.bubok.pt/archivo/portadas/usuario/e9412ee564384b987d086df32d4ce6b7_portada_thumb.jpg" width="100" height="150" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro, GUINÉ-BISSAU 1974, contém informação interessantíssima sobre a Guiné-Bissau que, tal como Timor Leste é um jovem país de língua oficial portuguesa. &lt;br /&gt;A sua temática, estou certo, despertará o interesse dos leitores timorenses.&lt;br /&gt;Clicando no ícon em baixo, poderão consultar-se detalhes sobre o mesmo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bubok.pt/libros/2580/GUINEBISSAU-1974"&gt;&lt;img src="http://www.bubok.pt/archivo/portadas/usuario/17b3c7061788dbe82de5abe9f6fe22b3_portada_thumb.jpg" width="100" height="150" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oxalá a troca de valências entre os povos se multiplique, não custa nada e com a troca do que uns têm e outros não ou vice versa, seremos todos maiores e melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquem bem,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://lusito.bubok.pt"&gt;António Esperança Pereira&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-8762157365057047357?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/8762157365057047357/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=8762157365057047357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8762157365057047357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8762157365057047357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2011/03/livro-guine-bissau-1974-enviado-para.html' title='Livro &quot;GUINÉ-BISSAU 1974&quot; enviado para TIMOR'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-zrBIajmzAZo/TYESRaZBh5I/AAAAAAAABAM/sQzXfuu3oWU/s72-c/timor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-5811054149092522176</id><published>2011-02-25T09:49:00.000-08:00</published><updated>2011-02-25T09:50:53.284-08:00</updated><title type='text'>LUSOFONIA EM DESTAQUE</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-4kfIaM2jXdw/TVWBy4zwZCI/AAAAAAAAA-U/VqB9MgzAB-Y/s1600/lusofonia1.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 124px; height: 113px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-4kfIaM2jXdw/TVWBy4zwZCI/AAAAAAAAA-U/VqB9MgzAB-Y/s200/lusofonia1.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572502825183765538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bem interessante a notícia que hoje se destaca, embora o assunto não seja novo. &lt;br /&gt;Todavia, para um povo que foi levado à descrença em si próprio por dezenas de anos de atraso, ditadura, isolamento, pessimismo, triste fado, esta notícia pode constituir mais uma achega a um reabrir os olhos deste POVO GRANDE.&lt;br /&gt;Veja-se o que se tem, não o que se não tem. Olhe-se para cima sim, mas olhe-se também para o lado e para baixo.&lt;br /&gt;Quisera eu que a média mundial de qualidade de vida, só que fosse, estivesse à medida deste "horrível Portugal", imagem de marca de alguns pregoeiros da desgraça, que só conseguem ver o seu país um sítio pobre, acabrunhado, desiludido, sem esperança.&lt;br /&gt;Foi nesse Portugal que eles reinaram. É esse Portugal que eles perderam e os baralha tanto. Nem se adaptam a que voltemos a ser grandes, esta é a verdade que a muitos dói.&lt;br /&gt;Coitados! que bem necessitavam de um estágio num desses países realmente pobres e tristes, que infelizmente abundam ainda mundo fora.&lt;br /&gt;-----------------------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A notícia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jornal galego aplica novo acordo ortográfico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornal mensal galego Novas da Galiza está a aplicar desde janeiro o Acordo Ortográfico da língua portuguesa de 1990 no que um dos responsáveis pelo projeto considera ser o reconhecimento da importância da lusofonia para o próprio galego. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em termos de fortalecimento do idioma, aplicar o AO aproxima muito o português e o galego porque as pessoas começam a ver futuras mais valias económicas e políticas para o galego. Começam a ver a lusofonia como um mundo mais forte em que faz todo o sentido estarmos”, explicou à Lusa Eduardo Maragoto, coordenador da equipa de aplicação do AO no jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de janeiro do jornal – que se considera “reintegracionista” - aplicou o AO numa nota editorial em que explica a decisão de adotar o AO em todos os textos de português padrão que sejam publicados no jornal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão linguística na Galiza, e a defesa do galego, têm sido um dos aspetos mais polémicos para esta região a norte de Portugal, sendo que, em geral, quem usa o português na Galiza “fá-lo para defender o próprio galego”, como explica Maragoto.&lt;br /&gt;“Poderá haver casos de pessoas, nas universidades e no meio científico que usam o português não por motivos políticos mas científicos. Que consideram que o galego e português são a mesma língua. Mas a maioria usa-o para defende o galego”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maragoto explicou à Lusa que esta questão se torna crucial no seio do movimento que tenta proteger e preservar o galego e, nomeadamente, nos meios de comunicação “próximos a esse movimento”, como é o caso do Novas da Galiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há uma parte significativa, não maioritária da população, dos apoiantes do galego, que escrevem em português. Que editam jornais e paginas web. Dentro desse grupo há quem use o português padrão. E há quem use uma aproximação bastante grande ao português padrão. Tanto uns como os outros juntaram-se e decidiram aplicar o acordo”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maragoto explica que é uma mudança progressiva que se formalizou agora no Novas da Galiza, o jornal generalista “mais importante” deste movimento.&lt;br /&gt;-----------------------------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o poema&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do livro &lt;a href="http://www.bubok.pt/libros/2158/PORTUGAL-PERIFERICO-OUO-CENTRO-DO-MUNDO"&gt;PORTUGAL PERIFÉRICO OU...O CENTRO DO MUNDO?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Antes e depois(recordando o 25 de Abril)&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias longos nostalgia &lt;br /&gt;espelhada em cada rosto português&lt;br /&gt;uma amargura que ainda hoje se vê&lt;br /&gt;nos filhos dos filhos daquele tempo&lt;br /&gt;que na flor da idade&lt;br /&gt;iam para a guerra longe&lt;br /&gt;sem saberem bem para onde &lt;br /&gt;nem para quê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o horizonte europeu fronteira de Castela&lt;br /&gt;estava bem fechado&lt;br /&gt;ninguém saía nem entrava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pides guardas fiscais carabineiros&lt;br /&gt;cerravam bem fileiras&lt;br /&gt;disparando sobre quaisquer aventureiros&lt;br /&gt;num Portugal amordaçado&lt;br /&gt;sem liberdade nem pão nem educação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;país arcaico empobrecido analfabeto&lt;br /&gt;que sem tostão nem ganha pão&lt;br /&gt;clandestinamente emigrava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fugir era o sonho ficar o pesadelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na nossa própria casa aprisionados&lt;br /&gt;na nossa própria casa condenados&lt;br /&gt;degredo guerra pensamento censurado&lt;br /&gt;um país grande em história &lt;br /&gt;por décadas adiado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bravo foi o grito que soou &lt;br /&gt;o sonho que chegou&lt;br /&gt;“25 de Abril de 1974”&lt;br /&gt;o meu país em festa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pontapé na guerra chuto nas masmorras&lt;br /&gt;Portugal livre nas palavras&lt;br /&gt;meu país velhinho a nascer de novo&lt;br /&gt;os cravos eram as flores&lt;br /&gt;a liberdade a esperança nova&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal respirava cantava renascia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a Europa aplaudia o mundo ansiava&lt;br /&gt;o colonialismo acabava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje evocando aquela data &lt;br /&gt;só lamento &lt;br /&gt;o tempo perdido&lt;br /&gt;as vidas ceifadas&lt;br /&gt;a Pátria adiada para nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://lusito.bubok.pt"&gt;António Esperança Pereira&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-5811054149092522176?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/5811054149092522176/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=5811054149092522176' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5811054149092522176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5811054149092522176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2011/02/lusofonia-em-destaque.html' title='LUSOFONIA EM DESTAQUE'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4kfIaM2jXdw/TVWBy4zwZCI/AAAAAAAAA-U/VqB9MgzAB-Y/s72-c/lusofonia1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-32593415134214278</id><published>2011-02-23T11:50:00.000-08:00</published><updated>2011-02-23T11:51:45.570-08:00</updated><title type='text'>TRANSFERÊNCIA BANCÁRIA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Só para divulgar uma notícia importante que me chegou da Bubok Editora, com grande interesse para quem tinha ou tem dificuldade em efectuar compras on-line com cartão visa ou via paypal. &lt;br /&gt;Tal dificuldade era-me transmitida por muita gente quer virtual quer pessoalmente. Pois bem, podem agora via TRANSFERÊNCIA BANCÁRIA adquirir qualquer obra em www.bubok.pt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia divulgada pela Bubok Editora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em resposta aos pedidos de alguns autores e leitores, incluímos a opção de transferência bancária nas modalidades de pagamento na Bubok.Pt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora já não há obstáculo algum para que o vosso livro chegue a todos os que o querem ler!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os pormenores sobre como usar esta nova forma de pagamento, estão descritos aqui: http://www.bubok.pt/blog/nova-forma-de-pagamento-disponivel-na-bubok/"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-32593415134214278?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/32593415134214278/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=32593415134214278' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/32593415134214278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/32593415134214278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2011/02/transferencia-bancaria.html' title='TRANSFERÊNCIA BANCÁRIA'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-2642519550338911021</id><published>2010-12-18T13:00:00.000-08:00</published><updated>2011-01-17T16:55:30.893-08:00</updated><title type='text'>"GUINÉ-BISSAU 1974"-Título de livro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_l8ABd8dJpjY/TQ0hbveQ7nI/AAAAAAAAA6g/H9rjZh917WM/s1600/IMG_0395.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_l8ABd8dJpjY/TQ0hbveQ7nI/AAAAAAAAA6g/H9rjZh917WM/s200/IMG_0395.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552130676101279346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Título de livro: "GUINÉ-BISSAU 1974"&lt;br /&gt;Não versa política mas sim sociologia: fica-se a conhecer melhor um povo e um território que durante séculos foi colónia portuguesa.&lt;br /&gt;Após 1974, com a revolução dos cravos em Portugal, a sua independência finalmente aconteceu.&lt;br /&gt;Fui dos últimos portugueses (alferes miliciano em cumprimento do serviço militar obrigatório) a deixar o território.&lt;br /&gt;Apesar de tempos difíceis, conturbados, de guerra, só tenho que agradecer o acolhimento cordial e fraterno que aí tive.&lt;br /&gt;Também o exemplo que são para nós "sérios e circunspectos europeus" aquelas gentes simples com vidas difíceis, quase cruéis, mas sempre com aquele sorriso escancarado no rosto.&lt;br /&gt;Este estudo fica como testemunho humilde da minha passagem por terras africanas.&lt;br /&gt;Desejo que a Guiné, agora República da Guiné-Bissau, encontre o caminho de paz e prosperidade a que tem direito.&lt;br /&gt;_______________________&lt;br /&gt;Sinopse do livro:&lt;br /&gt;Assuntos variados de um tempo que é já história, pois muito do que se diz aqui foi já objecto de grandes mudanças. Mas há sempre coisas que ficam no tempo que passa e podem mudar-se nomes, acontecimentos, pessoas, mas a Guiné, como território, como país, continuará com base na sua história trilhando os promissores caminhos do futuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://lusito.bubok.pt"&gt;CLIQUE AQUI PARA VISITAR MEUS LIVROS&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-2642519550338911021?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/2642519550338911021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=2642519550338911021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/2642519550338911021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/2642519550338911021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2010/12/guine-bissau-1974-titulo-de-livro.html' title='&quot;GUINÉ-BISSAU 1974&quot;-Título de livro'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_l8ABd8dJpjY/TQ0hbveQ7nI/AAAAAAAAA6g/H9rjZh917WM/s72-c/IMG_0395.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-1741269303980516508</id><published>2008-03-10T15:20:00.000-07:00</published><updated>2008-03-10T15:37:56.118-07:00</updated><title type='text'>BIBLIOGRAFIA CONSULTADA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-George, João da Fonseca- "Possibilidades algodoeiras da Guiné Portuguesa"&lt;br /&gt;-Belchior, Manuel Dias- "Sobre a origem do termo Guiné"&lt;br /&gt;-Cabral, Amílcar Lopes- "Àcerca da utilização da terra na África Negra"&lt;br /&gt;-Cabral, Amílcar Lopes- "Erosão do solo na Guiné"&lt;br /&gt;-Belchior, Manuel Dias- "Compreendamos os Negros"&lt;br /&gt;-Silva, Artur Augusto da- "O Direito Penal entre os fulas da Guiné"&lt;br /&gt;-Duarte, Fausto- "Anuário da Guiné Portuguesa"&lt;br /&gt;-Mota, A. Teixeira da Mota- "Inquérito Etnográfico"&lt;br /&gt;-Mota, A. Teixeira da/Neves, Mário G. Ventim- "A Habitação do indígena na Guiné Portuguesa"&lt;br /&gt;-Carreira, António- "Censo da população não civilizada de 1950"&lt;br /&gt;-Gonçalves, J.J.- "Protestantismo em África"&lt;br /&gt;-Cabral, Amílcar Lopes- "Recenceamento agrícola da Guiné"&lt;br /&gt;-Costa, F. Coutinho da/Meira, Luís Vieira de- "Paludismo e campanha anti-palúdica em Bissau"&lt;br /&gt;-A. Ruas- "Esboço dum programa de recuperação dos leprosos inválidos da Guiné Portuguesa"&lt;br /&gt;-Quintino, Fernando Rogado- "O Totemismo na Guiné Portuguesa"&lt;br /&gt;-Gaspar, José Maria- "Problemática do trabalho em África"&lt;br /&gt;-Cunha, José M. da Silva- "Problemas actuais da África Negra"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-1741269303980516508?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/1741269303980516508/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=1741269303980516508' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/1741269303980516508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/1741269303980516508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2008/03/bibliografia-consultada.html' title='BIBLIOGRAFIA CONSULTADA'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-4838552220599248987</id><published>2008-03-03T09:23:00.000-08:00</published><updated>2008-03-03T09:46:14.521-08:00</updated><title type='text'>XIX. 1. Rede de Estradas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A administração de Velez Caroço, que viu com mediana clareza a influência que as estradas poderiam desempenhar na economia da Guiné, trouxe novos estímulos aos administradores.&lt;br /&gt;Os que construissem 50 kms de estradas teriam direito a um automóvel oferecido pelo Governo da Colónia.&lt;br /&gt;Sucessivas estradas foram então abertas servindo no seu trajecto vários centros comerciais, regiões de maior fertilidade apartadas por alguns rios cujas margens foram unidas por autênticas obras de arte.&lt;br /&gt;Surgiu o primeiro Ford na estrada entre Cumeré e Mansoa e desta povoação a Bissorã.&lt;br /&gt;Foi com este Governador que a rede de estradas, a cargo de concelhos e circunscrições, se estendeu por todo o território. Só deste modo se tornou possível a ocupação definitiva e total da Guiné.&lt;br /&gt;Hoje as estradas cobrem uma extensão de mais de 3.000 quilómetros. A sua distribuição por concelhos e circunscrições é a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bissau/120 kms&lt;br /&gt;Bolama/50 kms&lt;br /&gt;S.Domingos/173 kms&lt;br /&gt;Farim/451 kms&lt;br /&gt;Bafatá/451 kms&lt;br /&gt;Fulacunda/502 kms&lt;br /&gt;Bijagós/110 kms&lt;br /&gt;Catió/238 kms&lt;br /&gt;Mansôa/320 kms&lt;br /&gt;Cacheu/317 kms&lt;br /&gt;Gabú/ 470 kms&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;TOTAL/3.105 kms&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Na ilha de Bissau a rede de estradas liga os pontos mais importantes da ilha na seguinte extensão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto de Safim/17 kms&lt;br /&gt;Porto João Landim/24 kms&lt;br /&gt;Local da Ponte Ensalma/21 kms&lt;br /&gt;Novo campo de aviação/9 kms&lt;br /&gt;Posto de Biombo (Ondame) /49 kms&lt;br /&gt;Biombo (Tôr) /38 kms&lt;br /&gt;Posto de Prábis/ 26 kms&lt;br /&gt;Jangada de Nhacra/ 10 kms&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-4838552220599248987?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/4838552220599248987/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=4838552220599248987' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/4838552220599248987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/4838552220599248987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2008/03/xix-1-rede-de-estradas.html' title='XIX. 1. Rede de Estradas'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-6849154362379757539</id><published>2008-02-05T14:38:00.000-08:00</published><updated>2008-02-05T15:04:51.518-08:00</updated><title type='text'>XIX. ESTRADAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A estrada que substitui com reconhecida vantagem os caminhos tortuosos do mato ligando aldeias indígenas, traçadas ao acaso, data de há poucos anos e é obra local para dar corpo ao programa de realizações mais instantes delineado por alguns Governadores após a última campanha de pacificação da Guiné.&lt;br /&gt;Alcançava-se o interior do território caminhando a pé, aproveitando a "tipóia" ou os cavalos criados por mandingas, fulas, ou ainda, e com mais frequência, navegando pelos rios nas embarcações que carregavam mercadorias para as suas casas comerciais espalhadas por terras ribeirinhas na orla dos matos então inacessíveis.&lt;br /&gt;Tais viagens eram demoradas e fatigantes e, quando feitas pelos rios, sujeitas às marés que imobilizavam os barcos durante muito tempo. Eram necessários 7 dias para se ir de Bissau a Bafatá seguindo pelo rio Geba. Quem quisesse poupar tempo e caminho, evitando as inúmeras voltas do rio Geba, desembarcava em Bambadinca e dali, após 4 horas de jornada a cavalo, descia em Bafatá. Na época da "Montuana" em que a maré sobe até Aldeia, tal viagem era ainda de maior duração.&lt;br /&gt;O Governador Sousa Guerra compreendendo que as estradas seriam factores de riqueza na terra ainda por desbravar, e de penetração pacífica, onde havia ainda tribos de instintos belicosos, prometeu um carro à autoridade administrativa que abrisse 20 quilómetros de estrada.&lt;br /&gt;O prémio era tentador. O primeiro a corresponder ao desejo manifestado pelo Governador, foi o Administrador Calvet de Magalhães que, unindo Bafatá e Bambadinca numa distância de 28 quilómetros e construindo uma pequena ponte a 2 km desta última povoação, ganhou merecidamente o prémio prometido.&lt;br /&gt;Assim, em Novembro de 1913, a Guiné via pela primeira vez um veículo automóvel, o famoso "Gregoire" rodando entre Bafatá e Bambadinca com grande pasmo dos nativos.&lt;br /&gt;A segunda estrada aberta pelo Administrador Caetano Barbosa, percorrendo a região entre Farim e Mansoa, permitiu rápida ligação entre a sede da Circunscrição e o pequeno centro comercial&lt;br /&gt;A terceira, de menor dimensão, foi a que, partindo de Bissau, se internou pelos matos da ilha até à aldeia de Bor, onde havia então um comando militar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-6849154362379757539?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/6849154362379757539/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=6849154362379757539' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/6849154362379757539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/6849154362379757539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2008/02/xix-estradas.html' title='XIX. ESTRADAS'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-1091435953905403117</id><published>2008-01-30T13:22:00.000-08:00</published><updated>2008-01-30T13:49:37.090-08:00</updated><title type='text'>XVIII. CONDIÇÕES SOCIAIS/HIGIENE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida das populações nativas decorre ainda numa atmosfera onde impera a falta de higiene. Devido ao escasso número de divisões de cada habitação é vulgar a promiscuidade humana, por razões óbvias, condenável.&lt;br /&gt;Em regra, nas casas com duas divisões, uma é destinada às mulheres que coabitam com todos os filhos menores, sem distinção de sexos, departamento que serve simultaneamente de sala de refeições e de cozinha. A outra divisão, destinada ao dono da casa, é utilizada também para celeiro e serve, algumas vezes, para esconder de noite um ou outro animal mais estimado.&lt;br /&gt;À promiscuidade humana, facilitando o contágio de doenças, dentro da família, tem que se acrescentar o inconveniente da promiscuidade com os animais domésticos, que a cada passo se encontram livremente dentro da habitação. Este facto torna fácil a transmissão de doenças comuns àqueles e ao homem.&lt;br /&gt;À deficiência sob o ponto de vista higiénico de que disfruta a palhota, há ainda a acrescentar as precárias condições sanitárias em que vive o indígena, filhos da ignorância e da superstição que o andar dos tempos ainda não foi suficiente para banir-lhos da mente.&lt;br /&gt;Mercê da sua actividade rude, o indígena tem uma exposição prolongada aos elementos do clima, a qual não é contrabalançada por uma higiene individual correcta. O seu vestuário é rudimentar. O banho, excluindo a estação pluviosa, na qual os indígenas se metem em todas as colecções de água das chuvas, é prática difícil durante a estação seca.&lt;br /&gt;A sua alimentação é em geral deficiente sob o ponto de vista qualitativo, inconveniente que é agravado pelo abuso de certos excitantes como o álcool e a cola. Não há qualquer cuidado na preparação dos alimentos, não se registando nenhum método de protecção ou de depuração da água de beber.&lt;br /&gt;Dormem em conjunto, doentes e sãos, por vezes em aglomerados caóticos e bizarros, sobre esteiras ou no chão, pois as escassas camas de que dispõem destinam-se apenas às pessoas mais notáveis da casa.&lt;br /&gt;É comum o hábito de cuspir no chão e nas paredes com uma sem cerimónia assombrosa. A defecção e micção fazem-se ao ar livre, em locais determinados em redor das casas e povoações.&lt;br /&gt;A eliminação dos lixos e de detritos das casas faz-se perto delas, deixando-os ficar a céu aberto. Pelo que a patologia tropical da Guiné é rica e por toda a parte encontram os agentes mórbidos óptimas condições de evolução e difusão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-1091435953905403117?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/1091435953905403117/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=1091435953905403117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/1091435953905403117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/1091435953905403117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2008/01/xviii-condies-sociaishigiene.html' title='XVIII. CONDIÇÕES SOCIAIS/HIGIENE'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-2371060545294682749</id><published>2008-01-28T12:11:00.000-08:00</published><updated>2008-01-28T13:12:21.628-08:00</updated><title type='text'>XVII. 3. Características da habitação</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a) Orientação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não registámos a preocupação de qualquer norma a respeitar na orientação das casas. A localização da entrada obedece muitas vezes mais a ritos religiosos do que a preceitos higiénicos. Desconhecem-se mesmo as vantagens da exposição aos ventos predominantes bem como da exposição das dependências e varanda (mais frequentada pelos residentes) justamente do lado onde o sol é mais intenso e se faz sentir durante o dia por maior número de horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;b) Luminosidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noção da luminosidade adequada ao interior da habitação é nula. Na realidade o tecto cobre toda a casa com grandes beirais e em alguns lugares chega quase ao nível do solo.&lt;br /&gt;Encontrámos algumas vezes pequenos pedaços de vidro rectangulares ou circulares, interrompendo a continuidade da parede e englobados nela, representando um arremedo de janela através da qual se filtram tímidos raios solares que entram. Como regra reina sempre no interior da habitação uma obscuridade quase completa sendo impossível, mesmo de dia, penetrar nela sem o auxílio de luz artificial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;c) Ventilação, cubagem e disposição das divisões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Com excepção feita para as palhotas que possuem duas portas defronte uma da outra e onde é possível uma ventilação rudimentar, o indígena da Guiné desconhece que o grau de conforto de uma habitação depende em grande parte da renovação do ar. A casa, com divisões cujo número pode ir de 4 a 5 como máximo, é defeituosamente dividida e a cubagem para cada pessoa é insuficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;d) Protecção mecânica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A palhota não apresenta qualquer meio de protecção mecânica contra os agentes animados das diversas endemias tropicais. É quase constante encontrarem-se culicídeos dentro da habitação, que constitui um meio óptimo de habitat e onde estes dipteros dispõem de condições para picar de noite ou de dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e) Protecção em volta da habitação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bastantes casas são rodeadas de quintais. Começa a verificar-se em redor da habitação a preocupação de efectuar algumas culturas com a generalização de plantação de árvores de fruto o que, como é óbvio, evita que o calor reflectido do solo penetre na habitação.&lt;br /&gt;A limpeza da vegetação em volta da habitação e das moranças, limita-se a reduzidas capinações.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-2371060545294682749?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/2371060545294682749/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=2371060545294682749' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/2371060545294682749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/2371060545294682749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2008/01/xvii-3-caractersticas-da-habitao.html' title='XVII. 3. Características da habitação'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-6189983729600900869</id><published>2008-01-26T12:37:00.000-08:00</published><updated>2008-01-26T12:49:21.878-08:00</updated><title type='text'>XVII. 2. Local da habitação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É evidente que o indígena não tem qualquer cuidado na escolha do local onde constrói a sua palhota salvo no que diz respeito ao fácil abastecimento hídrico e franca possibilidade de prover às suas culturas.&lt;br /&gt;Em regra, as povoações indígenas, sem obedecerem a regras definidas, estão situadas em locais perto das origens de água, junto às margens dos rios, na proximidade das bolanhas e das lalas ou das terras húmidas aptas para a agricultura e, ainda, em clareiras desbastadas no seio da selva, estando facilitado em qualquer destes casos o estreito contacto da população com os agentes vectores animados de diversas doenças, pricipalmente os mosquitos e as glossinas.&lt;br /&gt;É frequente, dentro das povoações e na época das chuvas, a formação de lamaçais e colecções de água com carácter mais ou menos permanente, pois os terrenos são facilmente drenáveis e não há qualquer cuidado em facilitar o escoamento da água. Raras vezes há o desbastamento de vegetação em redor da povoação, limitando-se, quando é feito, ao mínimo indispensável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-6189983729600900869?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/6189983729600900869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=6189983729600900869' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/6189983729600900869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/6189983729600900869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2008/01/xvii-2-local-da-habitao.html' title='XVII. 2. Local da habitação'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-599261957548069487</id><published>2008-01-25T12:22:00.000-08:00</published><updated>2008-01-25T13:01:30.174-08:00</updated><title type='text'>XVII. 1. Materiais de construção e tipo de habitação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Consideramos em resumo nesta rubrica: o pavimento, as paredes, a cobertura, as portas e as janelas.&lt;br /&gt;O pavimento das casas dos indígenas da Guiné é geralmente de terra batida ou de terra misturada com excrementos de animais.&lt;br /&gt;O sobrado térreo além de difícil limpeza, permite ainda a fácil proliferação de vermes, de agentes vectores de doenças (particularmente artrópodos) e de larvas hematófagas de certos dipteros, os quais podem, após as refeições (no homem) abrigar-se com segurança nas fendas e reentrâncias do chão.&lt;br /&gt;Sobre o pavimento, e com preocupações de defesa contra os animais, levantam-se as paredes, cuja altura pode atingir os 3,5 metros. Estas são formadas, consoante o uso das tribos, de barrotes em blocos sobrepostos, de carentins ou de adobes. Em algumas regiões são de natureza mista e constituídas por entrançados de cana, de paus ou de carentins reforçados com lama argamassando capim seco ou palha de arroz.&lt;br /&gt;Cobrindo a palhota, com ou sem ferro, coloca-se a armação da cobertura da casa, de formas diversas, mas invariavelmente coberta de capim. O tecto de capim não põe a casa completamente ao abrigo da penetração das águas das chuvas, pois não resiste às copiosas precipitações que são frequentes durante a estação pluviosa precisando de ser arranjado ou renovado em cada ano. O conjunto que descrevemos é desprovido de qualquer defesa contra a infiltração da humidade.&lt;br /&gt;As portas são geralmente toscas, de madeiras diversas, vedando a habitação imperfeitamente e com sistema primitivo de fechaduras, embora em certos lugares já tenha sido introduzida a fechadura de metal.&lt;br /&gt;Regra geral, a porta é única havendo em alguns locais casas com duas portas geralmente colocadas uma em frente da outra.&lt;br /&gt;De um modo geral a casa não dispõe de janelas. Estas, ou não existem ou são representadas por pequenos orifícios, buracos, frestas ou pequenos rectângulos. Em algumas palhotas estas aberturas são obturadas episodicamente e em qualquer dos casos o seu valor funcional, pelo que respeita ao seu papel na ventilação, é nula.&lt;br /&gt;A ausência de janelas torna a renovação do ar impossível, principalmente durante a noite mantendo-se o ar confinado e impregnado de fumo que o hábito do fogo permanente dentro da habitação confere ao ambiente. Além disso, a obscuridade quase permanente e a ventilação deficiente permitem o estacionamento dentro da palhota de dipteros hematófagos (insectos) que a qualquer hora do dia podem efectuar indiscriminadamente as suas refeições.&lt;br /&gt;O número de divisões de cada casa varia em média de duas a quatro e é manifestamente insuficiente se considerarmos o seu número de habitantes, por via de regra, sempre numeroso.&lt;br /&gt;A forma de habitação indígena é diversa, podendo ser circular, elipsoidal, rectangular ou quadrada. É protegida, em certos locais, por varanda, que pode ser total, parcial ou dupla (uma exterior outra interior) . Por vezes a casa possui ainda um pátio interior destinado a recolher o gado durante a noite e é protegida por quintais limitados por vedações formados por ramos de palmeiras, estacaria ou carentins.&lt;br /&gt;As casas dispõem-se em agrupamentos caóticos constituindo as moranças, cujo conjunto sem respeitar qualquer regra urbana, dá lugar á povoação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-599261957548069487?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/599261957548069487/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=599261957548069487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/599261957548069487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/599261957548069487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2008/01/xvii-1-materiais-de-construo-e-tipo-de.html' title='XVII. 1. Materiais de construção e tipo de habitação'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-4178578445195661797</id><published>2008-01-20T14:17:00.000-08:00</published><updated>2008-01-20T14:25:11.695-08:00</updated><title type='text'>XVII. HABITAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dois factores principais dominam o tipo de construção empregada em cada região: a arquitectura e a economia.&lt;br /&gt;O tipo de casa, dependendo dos estilos arquitectónicos de cada tribo, está subordinado às espécies de materiais que o indígena facilmente pode encontrar no local onde resolve instalar-se.&lt;br /&gt;Por outro lado, a economia é um factor que pesa na sumptuosidade a dar à construção e na rapidez com que se pode completar.&lt;br /&gt;O indígena constrói o essencial, regra geral sem dispêndio para a sua bolsa, sendo ajudado pelas mulheres, filhos, parentes ou vizinhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-4178578445195661797?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/4178578445195661797/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=4178578445195661797' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/4178578445195661797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/4178578445195661797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2008/01/xvii-habitao.html' title='XVII. HABITAÇÃO'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-8845816384592695820</id><published>2008-01-13T16:39:00.001-08:00</published><updated>2008-01-13T16:42:27.306-08:00</updated><title type='text'>XVI. 5. Plantas produtoras de fibras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Algodão&lt;/span&gt; - Esta planta, tendo em conta o incremento do seu cultivo, que é assinalável, merece ser mencionada.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-8845816384592695820?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/8845816384592695820/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=8845816384592695820' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8845816384592695820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8845816384592695820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2008/01/xvi-5-plantas-produtoras-de-fibras.html' title='XVI. 5. Plantas produtoras de fibras'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-7029756785242473930</id><published>2008-01-13T16:29:00.001-08:00</published><updated>2008-01-13T16:36:19.773-08:00</updated><title type='text'>XVI. 4. Plantas oleaginosas e industriais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Purgueira &lt;/span&gt;- Planta disseminada por todo o território, principalmente onde habitam europeus, sírios e cabo-verdianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Rícino&lt;/span&gt; - Planta bastante frequente sub-espontânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. Cana sacarina&lt;/span&gt; - É cultivada por alguns europeus e cabo-verdianos com a finalidade de prepararem a aguardente de cana.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-7029756785242473930?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/7029756785242473930/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=7029756785242473930' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7029756785242473930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7029756785242473930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2008/01/xvi-4-plantas-oleaginosas-e-industriais.html' title='XVI. 4. Plantas oleaginosas e industriais'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-4408883327986701126</id><published>2008-01-13T16:24:00.000-08:00</published><updated>2008-01-13T16:38:08.058-08:00</updated><title type='text'>XVI. 3. Plantas estimulantes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As denominadas plantas estimulantes existem na Guiné, designadamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. o café&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. o cacaueiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. a coleira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, o cultivo de qualquer delas é de fraca implantação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-4408883327986701126?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/4408883327986701126/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=4408883327986701126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/4408883327986701126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/4408883327986701126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2008/01/xvi-3-plantas-estimulantes.html' title='XVI. 3. Plantas estimulantes'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-4377290082892354663</id><published>2008-01-09T10:57:00.000-08:00</published><updated>2008-01-09T11:20:45.114-08:00</updated><title type='text'>XVI. 2. Plantas frutícolas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bananeira&lt;/span&gt;-Encontra-se geralmente cultivada junto das habitações  dos europeus ou em lugares antigamente habitados por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Laranjeira&lt;/span&gt;-Os autores mais antigos que escreveram sobre a Guiné referem-se à laranjeira como planta já existente.&lt;br /&gt;Há dúvidas sobre se foram os portugueses que a trouxeram do Sudão onde os árabes a cultivavam vinda do oriente. Parece que também os missionários que ali estiveram nos séculos XVI, XVII e XVIII, a teriam espalhado pelo território, visto que em S. Domingos, Farim, Geba, etc., onde existiram missões de jesuítas, esta fruteira se encontra abandonada e dispersa, misturada com árvores expontâneas.&lt;br /&gt;Outros citrinos se cultivam, especialmente o limoeiro, mas por iniciativa de um outro europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cajueiro&lt;/span&gt;-É vulgar no território, junto das populações europeias e nos sítios das antigas povoações.&lt;br /&gt;Na ilha de Bissau são frequentíssimos e os seus frutos são destilados para o fabrico do álcool ou vendidos no mercado da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mangueiro&lt;/span&gt;-Existe com frequência nas proximidades das povoações e mesmo dentro delas, nas ruas e quintais, como sucede em Bolama, Bafatá, Farim, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Goiaba&lt;/span&gt;- É usual encontrá-la nas quintas e imediações das vilas e cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mamão&lt;/span&gt;-Encontra-se nos quintais dos europeus. Outras plantas se cultivam mas com uma menor frequência: o ananás, a nespereira, o jamboeiro, a fruta pinha, o sap-sap, etc.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-4377290082892354663?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/4377290082892354663/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=4377290082892354663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/4377290082892354663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/4377290082892354663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2008/01/xvi-2-plantas-frutcolas.html' title='XVI. 2. Plantas frutícolas'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-8195038685518806662</id><published>2008-01-08T14:09:00.000-08:00</published><updated>2008-01-09T11:27:53.966-08:00</updated><title type='text'>XVI. 1. PRINCIPAIS PLANTAS/Plantas cultivadas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Arroz&lt;/span&gt;-É cultivado por quase todos os povos da Guiné, em especial pelos balantas. A maior intensidade desta cultura existe, portanto, na zona marítima.&lt;br /&gt;Os terrenos aproveitados para a cultura do arroz são as lalas e as bolanhas inundadas pelos rios por ocasião das chuvas e marés.&lt;br /&gt;A cultura de sequeiro é pouco frequente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mancarra&lt;/span&gt;-Constitui a mais importante cultura da Guiné. Entre todos os povos se pratica com intensidade.&lt;br /&gt;Existem variedades regionais mas a "Arachis hypogea" é cultivada por todos à excepção dos bijagós que cultivam a "Voandzeia subterrânea" designada também por mancarra de bijagó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Milho&lt;/span&gt;- É cultivado com maior ou menor frequência em toda a Guiné, especialmente no interior. Existem diversas variedades culturais ainda não determinadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fundo&lt;/span&gt;-Gramínea muito cultivada pelos papéis e balantas. É uma das mais importantes plantas alimentares indígenas.&lt;br /&gt;A sua cultura é pouco exigente, visto que apenas necessita de uma limpeza de terreno. Semeia-se no princípio das chuvas e colhe-se três meses depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mandioca&lt;/span&gt;-Cultivada mais ou menos por todos os povos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-8195038685518806662?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/8195038685518806662/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=8195038685518806662' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8195038685518806662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8195038685518806662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2008/01/xvi-1-principais-plantas.html' title='XVI. 1. PRINCIPAIS PLANTAS/Plantas cultivadas'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-6142859411814433765</id><published>2008-01-07T14:23:00.000-08:00</published><updated>2008-01-07T15:54:03.986-08:00</updated><title type='text'>XV. PECUÁRIA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É bastante apreciável a riqueza pecuária do território, valorizada pelo grande número de bovinos.&lt;br /&gt;O quadro mostra-nos perfeitamente a variação da densidade animal. Os maiores criadores de gado são os fulas, mandingas e manjacos. A espécie varia com as regiões e sobretudo com a religião professada pelo possuidor.&lt;br /&gt;Assim, fulas e mandingas, povos islamizados, não se dedicam à criação de porcos, pertencendo-lhes todavia o gado cavalar e asinino existente.&lt;br /&gt;De uma maneira geral todas as tribos estimam os animais domésticos que são a sua principal riqueza e motivo de orgulho. Servem-se de bovinos para festejarem determinados sucessos da sua vida e assinalarem a sua importância social quando a morte chega. Em certas cerimónias, tais como, casamentos, heranças e cerimónias fúnebres, é sua grande preocupação fazerem nascer e vigorar o seu amor ao gado.&lt;br /&gt;O arrolamento geral de cabeças de gado existentes na Guiné, em 1947, acusou o número de 276.685, cuja distribuição por espécies e por circunscrições e concelhos é a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concelhos e&lt;br /&gt;Circunscrições    &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bovino    Caprino    Lanígero    Suíno    Cavalar    Asinino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Bissau---------- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;7316----4420----259----            13424---- 0 ----0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;     Bolama----------&lt;span style="font-style: italic;"&gt; 986----            944----136----            1155-----0------0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;     Cacheu--------&lt;span style="font-style: italic;"&gt;14194---- 9321----4033-- 15905----0----0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;     Catió----------&lt;span style="font-style: italic;"&gt;10000----    2000---- 800--            6000-----0----0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;     Mansoa--------&lt;span style="font-style: italic;"&gt;21537----6706----4410--22059----     4----66&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;     Bafatá---------&lt;span style="font-style: italic;"&gt;10624----8457----6931---4815-----12----99&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;     Gabú----------&lt;span style="font-style: italic;"&gt;38276----9496----5704-----45------41----825&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;     Fulacunda--------&lt;span style="font-style: italic;"&gt;570----1280----150------590----0------0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;     Farim----------13000----11000----10000--4500---3----700&lt;br /&gt;     Bubaque--------1000------900------100----2000-----0---0&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S. Domingos a)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) não se conhecem resultados&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-6142859411814433765?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/6142859411814433765/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=6142859411814433765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/6142859411814433765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/6142859411814433765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2008/01/xv-pecuria.html' title='XV. PECUÁRIA'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-3653757348319204364</id><published>2008-01-06T11:12:00.000-08:00</published><updated>2008-01-06T11:40:27.979-08:00</updated><title type='text'>XIV. 2. Estrutura cultural "itinerante"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sistema cultural característico da África Negra é o denominado "itinerante". Este sistema pode resumir-se da seguinte maneira: uma porção da savana ou da floresta é escolhida para se submeter à cultura; procede-se ao arranque ou desbaste da vegetação natural, a qual é seguidamente queimada. A terra é explorada durante certo tempo e depois abandonada. A floresta ou a savana voltam a ocupar o terreno.&lt;br /&gt;A escolha da parcela da floresta é condicionada pela fertilidade do solo, reconhecível pela presença de determinadas espécies (thamatococcus damielli) e cássia lata, para os Buku dos Camarões, por ex.) ou provando a terra como fazem os camponeses do Dahomey.&lt;br /&gt;Abatidas as árvores de maneira que as raízes fiquem protegendo o solo, procede-se à queimada da vegetação restante, juntando-se as cinzas ao solo, o que aumenta a sua fertilidade. Ao chegarem as primeiras chuvas efectua-se a sementeira.&lt;br /&gt;A terra em alguns casos não é lavrada bastando a queimada para lhe dar uma contextura que permite a sementeira. As searas são defendidas do ataque dos animais (ruminantes, roedores e aves) ; são raras as pragas de insectos e de doenças vegetais o que em parte é uma consequência da queimada.&lt;br /&gt;Em muitos casos a enxada é um instrumento da lavoura e, em raros, o arado. Os Nupé da Nigéria, usam dois tipos de enxada: uma para a lavoura e outra para as operações culturais mais ligeiras, como as sachas.&lt;br /&gt;Após um número de anos de cultivo variável, o campo é abandonado, voltando a ser ocupado pela floresta e pela savana. Se o campo é cultivado durante vários anos, o afro-negro lança mão da rotação para manter o equilíbrio do solo. À cultura principal são associadas diversas culturas secundárias.&lt;br /&gt;Na Guiné, os mandingas por ex., submetem os solos à seguinte rotação: 1.º ano - sorgo; 2.ºano - mancarra; 3.º e 4.º - pousio. Nas terras mais ricas: 1.º e 2.º anos - sorgo; 3.º ano - mancarra; 4.º ano - pousio.&lt;br /&gt;Os mancanhas, em Bolama, usam a seguinte rotação: 1.º ano - arroz de sequeiro; 2.º ano - mancarra; 3.º ano - milho preto; 3.º e mais anos - pousio.&lt;br /&gt;Acompanham essas culturas intercalarmente, diversas outras: hibiseus, melancia, batata doce, mandioca, etc.; como o terreno é ocupado por várias plantas simultaneamente, tal facto reduz a possibilidade de destruição do solo.&lt;br /&gt;Pode afirmar-se que o sistema itinerante é característico das zonas tropicais, não só da África Negra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-3653757348319204364?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/3653757348319204364/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=3653757348319204364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/3653757348319204364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/3653757348319204364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2008/01/xiv-2-estrutura-cultural-itinerante.html' title='XIV. 2. Estrutura cultural &quot;itinerante&quot;'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-7699310346239530303</id><published>2008-01-04T15:58:00.000-08:00</published><updated>2008-01-04T16:33:28.502-08:00</updated><title type='text'>XIV. 1. Estrutura agrária</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual é, pois, na generalidade, a estrutura agrária em que assenta a utilização da terra na África Negra? essa estrutura caracteriza-se fundamentalmente pela propriedade colectiva das terras. Para os povos afro-negros a terra é um bem comum.&lt;br /&gt;A propriedade privada incide apenas sobre bens produzidos pelo indivíduo ou pela família. Leis alicerçadas na tradição regulam as relações do homem com a terra. Cada família ou cada indivíduo tem direito a cultivar a terra necessária à sua subsistência e de acordo com as suas forças.&lt;br /&gt;Entre os bemba da Rodésia (Zimbabué) , por ex., os limites da área cultivada pela família ou pelo indivíduo estão sujeitos à sanção da opinião pública. Nas zonas de maior densidade populacional esses limites são fixados por normas geralmente bem acatadas.&lt;br /&gt;Escolhido ou determinado o lote de terra suficiente para uma família, é ela própria que o cultiva: a distribuição dos trabalhos é regulada pelos costumes do povo, dependentes geralmente do meio.&lt;br /&gt;Entre os Yoruba, povo da savana, onde o solo apresenta dificuldades de cultivo, são os homens que executam a lavoura. Contrariamente, entre os Boloki, povo da floresta, onde o solo é facilmente trabalhável, é às mulheres que compete a lavoura.&lt;br /&gt;Entre os mandingas e os fulas da Guiné, por ex., a cultura do arroz é executada pelas mulheres, enquanto os homens são responsáveis pela cultura de outros produtos alimentares (diversos milhos, mandioca, etc.) e de produtos de exportação (mancarra).&lt;br /&gt;Ainda em relação à Guiné, cite-se o caso dos balantas e, de uma maneira geral, de todos os povos litorálicos: os trabalhos agrícolas são efectuados tanto pelos homens como pelas mulheres ainda que a estas seja reservada a execução das ocupações mais ligeiras.&lt;br /&gt;A cooperação entre famílias é frequente.&lt;br /&gt;A estrutura agrária influencia e é influenciada pelo conceito de que a colectividade faz a terra. Para o afro-negro a terra é algo de sagrado, fonte da vida colectiva e individual. Produto da generosidade dos deuses, do totem ou do irã, a terra merece o respeito de todos e todos a ela têm direito. Constitui o fulcro de toda a existência, em muitos casos, a própria estabilidade da habitação.&lt;br /&gt;Na Guiné o balanta conquista a bolanha às marés e realiza uma agricultura que, para as condições económicas e técnicas do ambiente, se pode considerar plena de sucesso.&lt;br /&gt;Os mancanhas, os fulas e os mandingas dedicam-se, ainda que em reduzida escala, à cultura frutícola; os nalús no sul da Guiné, exploram de acordo com a aptidão natural do meio, o cultivo de quase todas as espécies alimentares (milho, mandioca, batata doce, arroz, feijão, etc. dedicando-se, ainda mais do que qualquer outro povo guineense, à fruticultura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-7699310346239530303?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/7699310346239530303/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=7699310346239530303' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7699310346239530303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7699310346239530303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2008/01/xiv-1-estrutura-agrria.html' title='XIV. 1. Estrutura agrária'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-1217454363534230871</id><published>2008-01-03T09:46:00.000-08:00</published><updated>2008-01-03T10:11:25.368-08:00</updated><title type='text'>XIV. AGRICULTURA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A agricultura representa a etapa mais brilhante da evolução do homem. De simples colector de alimentos que a natureza lhe proporciona, o homem passa a criar o seu próprio alimento.&lt;br /&gt;Os principais factores não humanos que condicionam a agricultura são: o clima, o solo e a planta. Como factores humanos aponta-se o próprio homem, ser social, cuja acção está dependente da estrutura económica em que assenta a actividade agrícola.&lt;br /&gt;As principais características do clima são: as temperaturas elevadas e praticamente contínuas; a grande percentagem de humidade atmosférica e a abundância de chuvas. Como resultante destas características e da má drenagem originada pela orografia, são frequentes as zonas, temporária ou permanentemente alagadas.&lt;br /&gt;Dessas circunstâncias resulta ser o clima de África insalubre. Se possibilitam uma grande exuberância ao desenvolvimento dos seres vivos superiores (animais e plantas) elas facultam ante o rudimentarismo das condições higiénicas, o desenvolvimento dos germens.&lt;br /&gt;Para caracterizar a agricultura de uma determinada região importa considerar além dos factores mesológicos, os seguintes: a estrutura agrária definida pelo regime de propriedade e por formas de exploração da terra (factores de produção e modo de repartição) ; a ideia ou o conceito de que não só a colectividade como o indivíduo têm da terra, os sistemas culturais geralmente adoptados, incluindo as práticas de cultivo e a natureza das plantas cultivadas.&lt;br /&gt;Esses factores são como os mesológicos, interdependentes. Dessa interdependência, aliada ao complexo de limitações impostas pelo meio, depende, em dado instante, o valor da utilização da terra, para a região considerada. O critério da aferição desse valor deve assentar nos seguintes princípios:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;I. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A utilização da terra será tanto melhor quanto maior for a sua utilidade social, isto é, quantos mais indivíduos dela beneficiarem;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;II. A utilização da terra será tanto melhor quanto mais compatível ela for com a conservação do solo;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;III. A prossecução desses objectivos deve realizar-se através de meios menos penosos para o organismo humano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-1217454363534230871?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/1217454363534230871/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=1217454363534230871' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/1217454363534230871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/1217454363534230871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2008/01/xiv-agricultura.html' title='XIV. AGRICULTURA'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-3715884344559619230</id><published>2007-12-30T14:59:00.000-08:00</published><updated>2007-12-30T15:02:51.325-08:00</updated><title type='text'>XIII. 6. Povoamento aquático</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O principal povoamento aquático do território é o conhecido "mangal".&lt;br /&gt;A sua localização observa-se nos lodos circunjacentes aos estuários dos rios e braços de mar, com elevado teor de cloreto de sódio pela acção das marés a que estão sujeitos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-3715884344559619230?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/3715884344559619230/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=3715884344559619230' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/3715884344559619230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/3715884344559619230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/12/xiii-6-povoamento-aqutico.html' title='XIII. 6. Povoamento aquático'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-668546199772430236</id><published>2007-12-30T14:52:00.000-08:00</published><updated>2007-12-30T14:58:28.084-08:00</updated><title type='text'>XIII. 5. Savanas herbosas palúdicas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por esta designação são conhecidas as zonas de terrenos baixos, com uma extensa camada impermeável a profundidade variável, nas quais a excessiva humidade é bem patente em qualquer época do ano, mostrando-se mesmo alagadas durante o período Agosto/Outubro.&lt;br /&gt;São conhecidas pela designação genérica de "lalas", espalhadas por todo o território.&lt;br /&gt;Confinam geralmente com "galerias florestais" ou com "savanas secundárias com árvores e arbustos".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-668546199772430236?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/668546199772430236/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=668546199772430236' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/668546199772430236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/668546199772430236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/12/xiii-5-savanas-herbosas-paldicas.html' title='XIII. 5. Savanas herbosas palúdicas'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-5145569494261307108</id><published>2007-12-30T14:48:00.000-08:00</published><updated>2007-12-30T14:51:52.368-08:00</updated><title type='text'>XIII. 4. Savanas herbosas e arborizadas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caracterizam-se por um estrato arbóreo de 8 a 10 metros e por um estrato graminoso sofrendo anualmente a acção das queimadas, encontrando-se disseminada por quase todo o território, especialmente no interior.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-5145569494261307108?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/5145569494261307108/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=5145569494261307108' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5145569494261307108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5145569494261307108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/12/xiii-4-savanas-herbosas-e-arborizadas.html' title='XIII. 4. Savanas herbosas e arborizadas'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-7673379671056694292</id><published>2007-12-30T14:43:00.000-08:00</published><updated>2007-12-30T14:46:39.284-08:00</updated><title type='text'>XIII. 3. Savanas secundárias com árvores e arbustos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta formação vegetal ocupa a maior extensão do território, sendo, em regra, um povoamento secundário com árvores e arbustos esparsos e esclerófilos.&lt;br /&gt;As savanas deste tipo são muito frequentes nas áreas das circunscrições de S. Domingos, Bafatá, Mansôa e Gabú.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-7673379671056694292?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/7673379671056694292/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=7673379671056694292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7673379671056694292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7673379671056694292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/12/xiii-3-savanas-secundrias-com-rvores-e.html' title='XIII. 3. Savanas secundárias com árvores e arbustos'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-8492368687707205859</id><published>2007-12-30T14:40:00.001-08:00</published><updated>2007-12-30T14:48:19.704-08:00</updated><title type='text'>XIII. 2. Floresta tropófila aberta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ocupando áreas muito irregulares este tipo de floresta confina com as "savanas secundárias com árvores e arbustos" e com as "galerias florestais".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-8492368687707205859?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/8492368687707205859/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=8492368687707205859' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8492368687707205859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8492368687707205859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/12/xiii-2-floresta-tropfila-aberta.html' title='XIII. 2. Floresta tropófila aberta'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-2698727386103305550</id><published>2007-12-30T14:34:00.000-08:00</published><updated>2007-12-30T14:47:35.256-08:00</updated><title type='text'>XIII. 1. Galerias florestais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Principalmente constituídas por espécies sempre verdes confinam com a "floresta tropófila aberta" e com savanas herbosas palúdicas, estendendo-se ao longo das margens dos rios e linhas de água.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-2698727386103305550?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/2698727386103305550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=2698727386103305550' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/2698727386103305550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/2698727386103305550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/12/xiii-1-galerias-florestais.html' title='XIII. 1. Galerias florestais'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-5964605453783732857</id><published>2007-12-27T08:25:00.000-08:00</published><updated>2007-12-27T09:18:43.563-08:00</updated><title type='text'>XIII. O SOLO DA GUINÉ</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo na natureza  apresenta um lado positivo e um negativo, um passado e um futuro, elementos que desaparecem e outros que se desenvolvem.&lt;br /&gt;O solo (corpo natural, independente, histórico e dinâmico) não faz excepção a essa lei geral da transformação constante, inerente à Natureza. Pelo contrário, transformações incessantes (qualitativas e quantitativas) constituem a característica fundamental do conteúdo interno do desenvolvimento do solo.&lt;br /&gt;A erosão fluvial da acção erosiva de duas forças:&lt;br /&gt;I. embate, seguido de salpico da gota de chuva;&lt;br /&gt;II. escoamento superficial.&lt;br /&gt;A erosão consiste na desagregação e transporte dos materiais do solo. Pode afirmar-se que todos os solos são resistentes à erosão, independentemente da sua natureza. Porém, para iguais possibilidades de erosão tem-se verificado que as possibilidades de destruição variam com a natureza do solo.&lt;br /&gt;A Guiné constitui, por assim dizer, uma interessante zona de ligação entre os dois principais acidentes tectónicos da parte norte da África Ocidental: o maciço Futa-Djalon a bacia de subsidência do golfo terciário do Senegal.&lt;br /&gt;A penetração do Futa-Djalon no território guineense realiza-se com suave pendor observando-se grande monotonia hipsométrica em todo o território, com acidentes orográficos inferiores a 20 metros.&lt;br /&gt;Uma observação prévia da camada superficial do solo revela-nos, nas zonas menos baixas de todo o teritório, um carácter de aparente uniformidade que se vai desvanecendo à medida que uma observação mais cuidada nos permite estabelecer o grau de adiantamento no processo da sua lateralização.&lt;br /&gt;Exceptuando as manchas humíferas, de coloração parda e por vezes negra, de textura limosa, inundáveis pelos rios e localmente designadas por "bolanhas", onde a cultura do arroz tão bem se desenvolve, todo o solo da Guiné se encontra em vias de lateralização, atingindo o processo nalgumas regiões a sua fase final.&lt;br /&gt;Não exageramos ao afirmar que a lateralização na Guiné constitui problema crucial pela extensificação das manchas onde o solo vai morrendo e com ele a agricultura, principal fonte de riqueza dos aborígenas e um dos pilares em que assenta a economia do território.&lt;br /&gt;O regime das chuvas e as elevadas temperaturas que se verificam apressam a alteração da rocha-mãe, decompondo os silicatos de alumínio em sílica hidratada, observando-se em seguida o arrastamento da sílica em profundidade provocado pelas águas de infiltração, simultaneamente com a acumulação do hidrato de alumínio nas camadas próximas e com a grande frequência de hidratos de carbono da rocha-mãe.&lt;br /&gt;Do processo descrito resulta a formação de um solo vermelho compacto ou até de uma carapaça ferruginosa na fase extrema da lateralização e que corresponde à "morte do solo".&lt;br /&gt;Os solos da Guiné, nas zonas onde se praticam as culturas de sequeiro, isto é, naquelas que não sofram a influência das inundações dos rios, são geralmente de coloração parda-avermelhda e vermelha-acastanhada. A predominância da coloração castanho-avermelhada escura é representada nos tratos de pousio prolongado, caracterizando o castanho-avermelhado as manchas agricultadas e com curtos pousios, alternando com relativamente extensas regiões vermelhas onde a lateralização se encontra mais adiantada.&lt;br /&gt;As condições de drenagem dos solos são também variáveis e se nos solos onde normalmente se pratica a cultura da "mancarra", uma das mais importantes culturas da Guiné, esta se pode considerar boa, o mesmo não sucede nas regiões orizículas, onde a drenagem interna é francamente má.&lt;br /&gt;Os solos mais frequentes no território são os que poderemos chamar de "vermelhos-lateríticos" ou argilo-arenosos na camada de 20 cm., de cor vermelho-acastanhada devido à presença de matéria orgânica.&lt;br /&gt;No aspecto filo-geográfico, a Guiné sob o domínio vegetal do Sudão, sofre também a influência da vegetação densa equatorial, através da infiltração de alguns dos seus elementos.&lt;br /&gt;Na parte continental, algumas formações vegetais se destacam, imprimindo carácter fisionómico à paisagem, pela intermitência com que se apresentam neste território de extensas planuras.&lt;br /&gt;Nos sub capítulos seguintes abordar-se-á a vegetação nos seus diversos agrupamentos fisionómicos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-5964605453783732857?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/5964605453783732857/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=5964605453783732857' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5964605453783732857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5964605453783732857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/12/xiii-o-solo-da-guin.html' title='XIII. O SOLO DA GUINÉ'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-7556552639330951353</id><published>2007-12-22T14:35:00.000-08:00</published><updated>2007-12-22T14:59:17.680-08:00</updated><title type='text'>XII. 7. A lepra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A lepra é uma doença conhecida há milhares de anos e, desde sempre, inspirou medo e repulsa. Medo pela sua incurabilidade e irremediável evolução, repulsa pelos diversos graus de invalidez e deformações que pode condicionar.&lt;br /&gt;O problema põe-se hoje de uma maneira totalmente diferente. Embora os nossos conhecimentos sobre a doença sejam ainda precários sob numerosos aspectos, existem já determinados factos fundamentais bem conhecidos de todos os leprologistas e reconhecidos universalmente. Citemos tais factos de maneira suscinta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;1. A lepra é uma doença crónica e infecciosa que deve ser considerada como qualquer outra desse tipo, sendo até menos contagiosa do que a maior parte delas (a tuberculose, por ex.) ;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;2. É curável pelos tratamentos de que se dispõe actualmente;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;3. Os pacientes tratados precocemente podem restabelecer-se completamente e a doença não evoluirá a ponto de causar estigmas e mutilações irreparáveis. São precisamente as lesões mutilantes as responsáveis pelo conceito bíblico da incurabilidade da lepra e pelo horror que inspirava o leproso condenado, no melhor dos casos, a uma segregação compulsória, inútil e desumana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das quatro fases de reabilitação (recuperação, reeducação, readaptação e recolocação ou reemprego) é indiscutivelmente a primeira aquela que nos deve preocupar quase exclusivamente. As outras ficariam, por certo, fora das nossas disponibilidades financeiras e, a nosso ver, só têm interesse em sociedades relativamente mais evoluídas.&lt;br /&gt;De facto, a grande maioria dos leprosos da Guiné não tem problemas de desajustamento psíquico, social ou profissional.&lt;br /&gt;O leproso não é segregado do ambiente familiar ou social, muito raramente têm complexos de inferioridade e só não trabalha quando o grau de invalidez que apresenta o não permite.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-7556552639330951353?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/7556552639330951353/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=7556552639330951353' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7556552639330951353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7556552639330951353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/12/xii-7-lepra.html' title='XII. 7. A lepra'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-3632828979338539437</id><published>2007-12-22T14:13:00.000-08:00</published><updated>2007-12-22T14:31:31.110-08:00</updated><title type='text'>XII. 6. Índice parasitário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A um grupo de crianças de ambos os sexos e de idade aparente compreendida entre os 2 e os 9 anos fizeram-se colheitas de sangue em gota espessa e esfregaço, seriados de 2 em 2 meses, num total de 1440 exames.&lt;br /&gt;Os resultados obtidos revelam uma flutuação notável dos valores do índice parasitário no decorrer do ano que parece relacionar-se com a intensidade do anofelismo que por sua vez está dependente das precipitações atmosféricas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Setembro: 70%&lt;br /&gt;Novembro: 79%&lt;br /&gt;Janeiro: 79%&lt;br /&gt;Março: 10%&lt;br /&gt;Maio: 19%&lt;br /&gt;Julho: 31%&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span class="" style="display: block;" id="formatbar_JustifyFull" title="Justificar completamente" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 15);ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao valor mais baixo registado depois de passada metade da quadra seca, segue-se uma ascenção progressiva que culmina com o elevado índice de 79% observado em Janeiro. Verifica-se assim que a transmissão sofre um recrudescimento desde o início das chuvas, intensifica-se durante toda essa época, para só declinar a partir de Janeiro mês em que o índice parasitário é máximo.&lt;br /&gt;Embora com marcada flutuação estacional, o A. Gambiae é a espécie predominante durante o ano sendo também o único vector do paludismo na cidade de Bissau.&lt;br /&gt;O A. Gambiae mantém uma actividade caracteristicamente nocturna, endófila, antropófila, e a sua reprodução faz-se permanentemente ainda que com variações ao longo do ano.&lt;br /&gt;Com o uso de insecticidas com aplicação intradomiciliária duas vezes por ano, conseguiu reduzir-se os índices palúdicos.&lt;br /&gt;A distribuição de medicamentos antipalúdicos de síntese, como profiláticos, à população da cidade permitiu obter em pouco tempo uma redução notável dos índices parasitários e esplémico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-3632828979338539437?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/3632828979338539437/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=3632828979338539437' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/3632828979338539437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/3632828979338539437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/12/xii-6-ndice-parasitrio.html' title='XII. 6. Índice parasitário'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-3227248658482358748</id><published>2007-12-18T15:18:00.000-08:00</published><updated>2007-12-18T15:47:12.364-08:00</updated><title type='text'>XII. 5. Breve resumo das condições higiénicas e sanitárias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir da margem direita do estuário do Geba, a cidade alonga-se em duas áreas aproximadamente concêntricas, diferentes quanto a população e tipo de habitação: uma, a mais central, constituída por casas de modelo europeu onde habita a maior parte da população branca; outra, periférica, com casas na sua maioria de construção rudimentar, onde vivem os nativos.&lt;br /&gt;A ocidente e a oriente destas áreas, o progresso da cidade foi entravado pela existência de terrenos pantanosos, pelo que a tendência do seu crescimento é a de se fazer na direcção norte.&lt;br /&gt;As casas de construção europeia dispõem, em geral, de portas e janelas com rede de mosquiteiros, o que confere aos moradores uma razoável protecção. Não é raro, todavia, deparar-se com essas redes esburacadas, o que condiciona um fácil acesso à penetração de mosquiteiros no seu interior.&lt;br /&gt;Nos quintais é frequente também deparar-se com recipientes diversos: latas, bidões, pias, etc. onde pululam larvas de culicídeos.&lt;br /&gt;As habitações dos nativos são em geral de paredes de adobe, chão térreo de lama batida e cobertura a colmo, quase sempre sem forro. Entre o tecto e as paredes mestras ficam largas aberturas por onde os insectos podem facilmente penetrar.&lt;br /&gt;Em geral, uma porta e uma ou mais janelas de madeira, de confecção tosca e com interstícios de dimensões variáveis entre elas e os respectivos pardieiros, constituem os meios de arejamento e iluminação. O seu interior é geralmente escuro constituindo um óptimo local de repouso e refúgio para insectos hematófagos que a qualquer hora do dia ou da noite podem fazer as suas refeições.&lt;br /&gt;Na maioria destas casas vivem em promiscuidade pessoas e animais, principalmente aves, cabras e porcos. Como única protecção, os nativos usam o mosquiteiro que encontramos muito generalizado.&lt;br /&gt;Contudo, na maioria dos casos, os mosquiteiros não os protegem devidamente pelo facto de se encontrarem rotos ou defeituosamente aplicados. Assim, na maioria destas casas encontra-se "A. Gambiae" em grande número no seu interior.&lt;br /&gt;Em alguns poços situados nas imediações das casas e nas numerosas colecções de água destinadas ao uso dos animais domésticos foi quase sempre verificada a presença de larvas de culicídeos e, de entre elas, as de "A. Gambiae".&lt;br /&gt;É hábito dos moradores fazer longas permanências nas varandas das casas quer durante o dia em actividades domésticas ou em repouso, quer durante parte da noite, na estação calmosa ficando deste modo sujeitos às picadas de insectos que, em geral têm os seus viveiros nas imediações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-3227248658482358748?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/3227248658482358748/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=3227248658482358748' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/3227248658482358748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/3227248658482358748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/12/xii-5-breve-resumo-das-condies.html' title='XII. 5. Breve resumo das condições higiénicas e sanitárias'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-5015622487017407750</id><published>2007-12-18T15:11:00.000-08:00</published><updated>2007-12-18T15:15:52.936-08:00</updated><title type='text'>XII. 4. Endemia palúdica de Bissau</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cidade está situada na zona litoral do território a que corresponde um clima classificado de tropico-equatorial de tipo marginal sujeito a um regime imperfeito de monções.&lt;br /&gt;As particularidades deste clima, especialmente a pluviosidade, condicionam estritamente a densidade da sua população anofelínea (espécie de mosquitos que transmitem a malária ou paludismo).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-5015622487017407750?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/5015622487017407750/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=5015622487017407750' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5015622487017407750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5015622487017407750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/12/xii-4-endemia-paldica-de-bissau.html' title='XII. 4. Endemia palúdica de Bissau'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-5598031910091241025</id><published>2007-12-16T15:09:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T15:30:45.299-08:00</updated><title type='text'>XII. 3. Porto de Bissau</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O porto de Bissau encontra-se aproximadamente no limite do canal do Geba, para navios de longo curso. Para montante do rio os fundos do rio diminuem progressivamente e só a pequena navegação de cabotagem pode utilizar a parte superior do canal, sobretudo para o importante tráfego com Bafatá.&lt;br /&gt;O porto situa-se quase no extremo oriental da Ilha de Bissau, incluído na pequena baía que forma as pontas de Bandim e do Cumeré (esta já no continente); à entrada do porto do lado ocidental encontra-se o Ilhéu dos Pássaros, dotado de um farol. O fundeadouro fica entre o Ilhéu do Rei (dotado de um farolim) e a cidade de Bissau, com fundos de lodo entre 10 e 18 metros no máximo baixamar de águas vivas.&lt;br /&gt;A entrada no porto faz-se entre o Ilhéu dos Pássaros e o Ilhéu do Rei, pois a Missão Geo-hidrográfica da Guiné descobriu um baixo entre o Ilhéu dos Pássaros e a ilha de Bissau de cerca de 3,5 metros de rocha no baixamar.&lt;br /&gt;O litoral, tanto no Ilhéu do Rei como na parte da Ilha de Bissau que lhe fica defronte, é bastante espraiado pelo que no baixamar, devido à considerável amplitude das marés (5 metros) ficam a descoberto grandes extensões de lodo e algumas restingas de lacterite.&lt;br /&gt;A navegação de cabotagem utiliza o cais de Pijiguiti, que fica quase completamente em seco no baixamar; é por isso espectáculo típico de Bissau ver as lanchas, nessa altura, amontoadas à volta do cais com a quilha a descoberto.&lt;br /&gt;Alguns pequenos estaleiros (Bandim, Puana, Pijiguiti) efectuam as reparações e beneficiações da frota de cabotagem.&lt;br /&gt;Há carreiras regulares de navios da Companhia Colonial de Navegação e da Sociedade Geral de Transportes. Há ainda outros barcos que se destinam a escoar as oleaginosas.&lt;br /&gt;Os barcos da Capitania dos Portos estabelecem com regularidade comunicações entre Bolama, Catió, Cacine, Cacheu e Farim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-5598031910091241025?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/5598031910091241025/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=5598031910091241025' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5598031910091241025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5598031910091241025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/12/xii-3-porto-de-bissau.html' title='XII. 3. Porto de Bissau'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-144948522218902531</id><published>2007-12-16T14:59:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T15:06:59.073-08:00</updated><title type='text'>XII. 2. Armas, bandeira e selo da cidade de Bissau</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Armas&lt;/span&gt;: Em campo de prata, uma torre de vermelho, aberta e iluminada do mesmo esmalte entre duas cabeças de negro toucadas também de vermelho.&lt;br /&gt;Coroa mural de cinco torres. Listel branco com os dizeres "CIDADE DE BISSAU".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bandeira&lt;/span&gt;: Esquartelada de vermelho e de negro. Cordões e borlas de vermelho e negro. Haste e lança douradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Selo&lt;/span&gt;: Circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, entre duas circunferências concêntricas, os dizeres: "CÂMARA MUNICIPAL DE BISSAU"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-144948522218902531?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/144948522218902531/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=144948522218902531' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/144948522218902531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/144948522218902531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/12/xii-2-armas-bandeira-e-selo-da-cidade.html' title='XII. 2. Armas, bandeira e selo da cidade de Bissau'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-5928319861054305574</id><published>2007-12-11T11:35:00.000-08:00</published><updated>2007-12-11T12:33:00.034-08:00</updated><title type='text'>XII. 1. Dados históricos de Bissau (cont. 3)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1879 a sede do Governo foi transferida para Bolama para evitar tanta gente aglomerada em tão pouco espaço. No entanto o comércio chamava para ali cada vez mais gente. Em 1886 abatia-se por mês, em Bissau, uma média de 10 cabeças de gado vacum, e 20 de gado suíno. Em Antula fazia-se semanalmente uma feira. Eram as mulheres dessa região que vinham trazer à Praça produtos de indústria doméstica, água e fruta.&lt;br /&gt;O concelho, com sede na vila de Bissau, compreendia nesta altura os Presídios de Geba, Fá, S. Belchior e todos os demais pontos ocupados e a ocupar nas margens do rio Bissau, Corubal e Geba, segundo o decreto de 4/07/1883. A vila abrangia uma área de 10 ha. O Estado não possuía prédios, pelo que as repartições públicas funcionavam em casas alugadas.&lt;br /&gt;Tão maligno era o clima que nem as tripulações dos barcos que aqui vinham descarregar mercadorias e receber produtos próprios da terra estavam livres de contrair doenças tropicais. O comércio dedicava-se sobretudo ao comércio de armas e munições, de fácil e segura venda.&lt;br /&gt;Em 14 de Julho de 1889 é colocada em Bissau a primeira pedra das fundações da ponte-cais "Correia e Lança". As mercadorias embarcadas ou desembarcadas nesta ponte-cais pagavam à Câmara um imposto de 8% sobre o seu valor.&lt;br /&gt;Em Fevereiro de 1891 o Chefe dos Serviços de Saúde partilhava a opinião de que a capital da Guiné devia ser transferida para a ilha de Bissau, por ser o ponto de comércio mais importante, o de mais fácil acesso aos navios de grandes dimensões e tonelagam. Em seu parecer essa transferência devia ser feita para Bandim e não propriamente para a vila de Bissau, por estar situada em terreno mais baixo, enquanto que Bandim se encontrava em terreno suficientemente elevado e com vertentes para a praia arenosa.&lt;br /&gt;Após um período de guerras entre forças governamentais e os Papéis, estes, a 22 de Julho de 1894, prestaram acto de submissão ao Governo de Sua Magestade em acto de grande solenidade: o Governo achava-se cercado das personalidades mais importantes. O comércio representara-se largamente. Nomes portugueses, franceses, belgas, ingleses e alemães figuravam no acto de submissão.&lt;br /&gt;Em 1913, o Governador Carlos Pereira tomou a corajosa iniciativa de arrasar a muralha de Bissau, o que levantou injustificados protestos e produziu angustiosa ansiedade entre a população da Praça, crente que ela era a única barreira respeitada pels indígenas "papéis". A pequena vila viu-se repentinamente com uma área muito maior, agregando a si aquele núcleo de construções cujo número aumentara significativamente.&lt;br /&gt;Demolida a muralha, Bissau respirou livremente e cedo ganhou ânimo para expandir-se, procedendo imediatamente ao derrube das árvores, limpeza do matagal que lhe tolhia os movimentos.&lt;br /&gt;Em 1914, Bissau é elevada à categoria de cidade. O engenheiro Quinhones traça-lhe o risco que ainda hoje merece a admiração unânime de técnicos. As grandes firmas comerciais, nacionais e estrangeiras e o BNU (Banco Nacional Ultramarino) erguem importantes construções. O francês André Garés monta a primeira fábrica de gelo accionada por um locomóvel que também fornece energia eléctrica às suas instalações comerciais e industriais e ainda uma pequena parte da cidade.&lt;br /&gt;Em 1923 o Governo concede o foral ao município de Bissau, que no ano seguinte passou a funcionar nos Paços do Concelho. Em 1925 é inaugurado o novo mercado e o cemitério municipal. É erguido o monumento a Teixeira Pinto.&lt;br /&gt;Em 1935 foi lançada a primeira pedra da futura catedral de Bissau. Entre 1936 e 1939 a cidade cresce dia a dia. Apossa-se dela a febre de construção. É o Governo quem dá o exemplo erguendo numerosos edifícios públicos e criando o Bairro Portugal com casas destinadas a funcionários.&lt;br /&gt;Em 1939, a Fortaleza, conhecida por "Amura" é considerada monumento nacional. Em fins de 1941 é inaugurado o monumento ao "Esforço da Raça".&lt;br /&gt;Em 9 de Dezembro de 1941 a capital é transferida de Bolama para Bissau. Em 1944 é criado o Corpo de Polícia de Segurança Pública. Os anos de 1946 e 1947 sobressaem por uma série de realizações que foram dando a Bissau a verdadeira fisionomia de uma grande cidade.&lt;br /&gt;Em 1947 foi adjudicada a obra de construção do "Estádio de Bissau" cujo custo foi orçado em 300 contos. Tão valioso melhoramento foi inaugurado em 10/06/1948 perante uma assistência entusiástica que enchia literalmente as bancadas e tribunas em cimento armado.&lt;br /&gt;Na cidade cresce o entusiasmo pelo futebol, praticado por três grupos de Bissau. Chegam jogadores de Lisboa e de Cabo Verde que elevam o nível do futebol praticado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-5928319861054305574?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/5928319861054305574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=5928319861054305574' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5928319861054305574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5928319861054305574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/12/xii-1-dados-histricos-de-bissau-cont-3.html' title='XII. 1. Dados históricos de Bissau (cont. 3)'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-6864409418811603366</id><published>2007-12-01T14:30:00.000-08:00</published><updated>2007-12-01T15:33:32.388-08:00</updated><title type='text'>XII. 1. Dados históricos de Bissau (cont. 2)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cerca de duas mil pessoas formigavam à volta dos alicerces da grande fortaleza, com muito pasmo dos indígenas. O ritmo do trabalho foi, porém, diminuindo, porque não obstante os cuidados havidos, muitas centenas de homens perderam a vida, dizimados pelo clima.&lt;br /&gt;Duas árvores de grande porte erguiam-se diante do portão principal, servindo de ponto de referência aos navios que demandavam o porto. A muralha com 60 palmos de alto e 100 passos de comprimento ligava os quatro baluartes, conhecidos por: Bandeira, Balança, Onça e Puana.&lt;br /&gt;Dentro da fortaleza havia algumas construções: a residência do Governador e dos oficiais, uma grande caserna, um quarto para arrecadação de géneros, um paiol e uma capela que era tida como uma igreja matriz.&lt;br /&gt;Depois foram edificadas outras que serviam de alfândega e armazém, tudo de pedra, cobertas a telha. Fora achava-se a povoação com centenas de palhotas, meia dúzia de casas de melhor risco onde residiam negociantes e agentes de firmas francesas de Gorée e inglesas da Gâmbia.&lt;br /&gt;Como não era ainda defendida por paliçada, os moradores sujeitavam-se, de quando em vez, a ultrages do gentio. Por esse motivo houve quem defendesse a ideia de transferir os armazéns e estabelecimentos comerciais para a ilha do Rei, por ser de mais fácil defesa. De resto, a água que ali se bebia ia da "fonte do rei" situada a milha da Praça. Essa parte de Bissau era então conhecida por "Tabanca", até mesmo nos documentos oficiais.&lt;br /&gt;Várias áreas foram ali concedidas para a construção de prédios.&lt;br /&gt;Com a nova fortaleza, Bissau passou a ser denominada "Praça de S. José de Bissau", em homenagem ao rei que tinha mandado erigi-la.&lt;br /&gt;A partir de 1815 o movimento do porto de Bissau diminuira consideravelmente. O comércio de Bissau, ferido com as restrições impostas pelo tratado de 1810 ao tráfico de escravos, perdera sensivelmente a sua conhecida importância. Tal facto agravou sobremaneira o estado de espírito em que se encontrava a guarnição da praça, cujos soldados eram pagos em géneros.&lt;br /&gt;O advento do absolutismo acirrou os rancores da soldadesca. Unindo-se aos liberais, impuseram a criação da Junta Provisória que o Governador da Praça teve de aceitar. Mais tarde entraram em negociações com o capitão-mór, que prometeu não participar o sucedido.&lt;br /&gt;Em 1843 é criado o hospital militar. O comerciante João Marques de Barros constrói um estaleiro.&lt;br /&gt;Em 1844 os Papéis revoltam-se por um motivo fútil, matam várias pessoas e deitam fogo a estabelecimentos comerciais. Navios de guerra estrangeiros socorrem a Praça. É então construída a paliçada, cujo alinhamento foi dado na presença da corveta francesa "Eglantine" que viera em socorro de Bissau. Foi depois reforçada na face interna com uma parede de taipa, do mesmo modo que os mandingas faziam nas suas aldeias fortificadas.&lt;br /&gt;Em 1864 o tenente-coronel Nozolini propôs-se construir à sua custa um forte no sítio denominado "Pijiguiti". Edificou-o, de facto, em pedra e cal com acomodações precisas para a guarda e arrecadação de munições. Denominar-se-ia, depois de concluída, Forte Nozolini.&lt;br /&gt;Em 21 de Julho de 1855 fora instalada a Comissão Municipal de Bissau. É a primeira instituição municipal estabelecida na Guiné.&lt;br /&gt;Em 29 de Abril de 1859, Bissau foi elevado à categoria de vila, tendo a 17 de Dezembro do mesmo ano sido sepultado no cemitério, fora da paliçada, o antigo governador do distrito, Honório Pereira Barreto, natural de Cacheu. Honório Barreto, havia visitado inúmeras vezes esta praça e resolvido muitos problemas com o gentio, servindo-se do grande prestígio que tinha entre eles. Três anos antes, regulamentara por portaria o decreto com que se determinava a libertação dos escravos.&lt;br /&gt;Por decreto de 9 de Dezembro de 1869, Bissau foi declarado porto franco para o comércio de todas as nações. Tão grande era a necessidade da construção de uma ponte-cais, que os negociantes decidiram oferecer ao Governo donativos em dinheiro e materiais para levar a efeito tal obra.&lt;br /&gt;Com a organização administrativa e militar de 17 de Abril desse mesmo ano de 1869,  foi criado o concelho de Bissau. Compunha-se esta Vila de S. José ou Praça de Bissau, do presídio do Geba, da Colónia do Rio Grande de Bolola e mais territórios dessa dependência e ainda da ilha de Orango.&lt;br /&gt;Quando se tornou capital de distrito a sua população era de 573 habitantes, dos quais 16 europeus, 166 caboverdianos e 391 indígenas.&lt;br /&gt;Só em 1872 as ruas de Bissau começaram a ser iluminadas a petróleo, todavia, eram poucos os candeeiros. Os moradores matavam os ócios passeando pela rua de S. José, a mais asseada e que tinha casas de sobrado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-6864409418811603366?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/6864409418811603366/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=6864409418811603366' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/6864409418811603366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/6864409418811603366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/12/xii-1-dados-histricos-de-bissau-cont-2.html' title='XII. 1. Dados históricos de Bissau (cont. 2)'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-5520689825960959658</id><published>2007-11-28T15:07:00.000-08:00</published><updated>2007-11-28T16:07:33.148-08:00</updated><title type='text'>XII. 1. Dados históricos de Bissau (cont.)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque o comércio se desenvolvia interessando a Fazenda Real foi construída pelo padre José Begno uma pequena igreja sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição. Tinha então Bissau uma meia dúzia de casas, onde se alojavam os negociantes e numerosas cubatas de "grumetes" e outros indígenas que viviam da presença dos colonos.&lt;br /&gt;Triste era a vida desses negreiros que só o desejo dos lucros obtidos na mais rendosa mercadoria que jamais houvera, podia fazer esquecer! o sino do pequeno templo lembrava-lhes, contudo, diariamente, os deveres espirituais de que eles andariam seguramente arredios.&lt;br /&gt;O embarque e desembarque das mercadorias havia-os obrigado a deixar a fortaleza e, desta sorte, por necessidade imperiosa, a viver extra-muros, em constante vigília, em virtude dos ataques sucessivos e inesperados dos pretos, incitados por tripulantes dos barcos estrangeiros que aqui vinham negociar.&lt;br /&gt;Franceses houve que quiseram estabelecer-se em terra, no que foram contrariados pelos portugueses. Todavia, os muros da fortaleza, não tendo sofrido as reparações necessárias, foram-se desmantelando de tal modo que o rei D. João V ordenou a sua demolição, por conhecer a impossibilidade de acudir à praça em caso de guerra.&lt;br /&gt;A verdade, porém, é que os comerciantes portugueses não a abandonaram, atraídos pela facilidade com que trocavam a veniaga, realizando as carregações de peças muito estimadas no Brasil.&lt;br /&gt;Assim, tornando-se notória a necessidade de proteger o comércio de Bissau e o pequeno número de portugueses que aqui vivia, aprovou D. José os planos que foram submetidos ao seu real despacho e eram devidos ao engenho e saber de frei Manuel de Vinhais Sarmento, religioso do Convento da cidade de Ribeira Brava de S. Tiago. Negociara a "Companhia do Grão Pará e Maranhão" com o régulo de Intim a compra de um trato de terra para erguer a fortaleza junto à praia e cerca da povoação.&lt;br /&gt;Não obstante essa aquisição, livremente aceite pelo chefe indígena, seduzido pelos presentes recebidos, custosa e demorada foi a sua construção.&lt;br /&gt;A nau de guerra "Nossa Senhora da Estrela" lançou ferro no porto. Trazia a bordo medicamentos, material de guerra e de construção. Os operários trabalharam sob permanente hostilidade do gentio que desrespeitava o acordo feito com o chefe.&lt;br /&gt;A cantaria vinda de Portugal, amontoada na praia, era transportada pelos "grumetes" até aos caboucos, enquanto a artilharia de bordo troava, mantendo à distância os guerreiros "papéis".&lt;br /&gt;Negociantes e feitores da Companhia, com curriadas de mosqueteria, defendiam a obra dos assaltos dos atrevidos que logravam aproximar-se do muro em construção.&lt;br /&gt;Morreram muitos operários. Tais esforços não foram coroados de êxito e as elevadas importâncias gastas resultaram inúteis porque, dez anos mais tarde, a fortaleza que tantas vidas custara, achava-se em ruínas, pelo que el-rei D. José determinou novamente que se construísse outra, cujo traçado, de boas proporções fora feito pelo coronel de engenheiros Manuel Germano da Mata.&lt;br /&gt;Com o concurso da "Companhia Grão Pará e Maranhão", foi organizada uma frota que em Cabo Verde embarcou muita gente compelida a ir trabalhar nas obras de fortificação, que desta vez eram de maior vulto.&lt;br /&gt;Assombrados ficaram os indígenas de Bissau ao verem tão grande movimento no porto. A organização do trabalho, com a experiência adquirida em obras anteriores, pode dizer-se que era quase perfeita. Não faltavam bons oficiais mecânicos, cirurgiões e boticários, nem mantimentos variados, sabendo que o escorbuto e as febres palúdicas seriam o pior inimigo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-5520689825960959658?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/5520689825960959658/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=5520689825960959658' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5520689825960959658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5520689825960959658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/11/xii-1-dados-histricos-de-bissau-cont.html' title='XII. 1. Dados históricos de Bissau (cont.)'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-4825479791182461116</id><published>2007-11-28T14:18:00.000-08:00</published><updated>2007-11-28T15:03:11.213-08:00</updated><title type='text'>XII. 1. Dados históricos de Bissau</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se pode afirmar com exactidão qual o ano em que neste ponto da costa da Guiné desembarcaram os primeiros portugueses.&lt;br /&gt;O contacto inicial verificou-se certamente entre os indígenas papéis e os moradores da ilha de S. Tiago que iam resgatar escravos aos rios da Guiné, tendo para tanto licença concedida por carta régia.&lt;br /&gt;O desejo de obter marfim, ouro e escravos, levou-os a subir o estuário, a reconhecer a costa bordada de mangais, a varar os matos, lançando-se à descoberta das terras do interior onde habitavam os chefes capazes de lhes fornecer a cobiçada mercadoria, e de permitir a permuta com artigos importados da Metrópole.&lt;br /&gt;Servindo-se daquele privilégio, estabeleceram-se em alguns pontos da costa, entre os quais, Bissau, numa tentativa precária de fixação, dada a natural rebeldia e desconfiança dos naturais da ilha, sujeitando-se aos caprichos dos régulos a quem pagavam impostos arbitrários.&lt;br /&gt;Os portugueses demoravam-se ali apenas o tempo necessário à troca de produtos, dos contratos e embarques de escravos, em regra pretos cativos nas guerras entre chefes indígenas, cujos ódios nem o sangue vertido conseguia apagar. Eram destinados aos trabalhos agrícolas e serviços domésticos, aos canaviais e engenhos de Cabo Verde e do Brasil.&lt;br /&gt;Alguns europeus e caboverdianos mais arrojados, por cá ficaram de vez, exercendo o ofício de "tango-mão" (comprador de escravos). O alvará real de 1518 a morte de brancos e pretos cristãos que não acatassem a ordem real de abandonarem a Guiné. A sede de lucros, porém, fazia com que se esquecessem da terrível ameaça suspensa sobre as suas cabeças.&lt;br /&gt;Foi crescendo o pequeno número de palhotas com a aquiescência do chefe de Intim. As suas paredes foram-se tornando mais sólidas e, com o decorrar dos anos, adiquiriu o aspecto típico das feitorias de África.&lt;br /&gt;A primeira "Companhia de Cacheu e Cabo Verde" notando a excelência da situação, enviou para Bissau agentes contratadores e, em fins do séc. XVII, a feitoria apresentava-se solidamente fortificada. Dentro dela viviam, em promiscuidade, europeus, caboverdianos e indígenas cristãos convertidos pelo zelo dos missionários portugueses e castelhanos.&lt;br /&gt;Esses nativos iam assimilando os costumes dos civilizados falando a algaravia importada de Cabo Verde.&lt;br /&gt;A povoação, todavia, só se tornou regular com a presença de António Gomes Mena. O Hospício, fundado pelos franciscanos e a Casa dos feitores eram então os únicos edifícios de pedra. Desrespeitando compromissos tomados, o gentio assaltou e arrasou a feitoria. Os barcos deixaram de ter asilo seguro quando aqui vinham.&lt;br /&gt;Ao tempo já se achavam bem distintas as famílias da tribo "papel", senhora da ilha, e cada uma sob o domínio de um régulo: Antim, Intim, Cumura, Bandim, Safim, Prábis, Biombo e Bijamita.&lt;br /&gt;O mais temido era o de Intim que se dizia de uma ascendência mais nobre e antiga.&lt;br /&gt;Foi então criada a capitania de Bissau, subordinada à de Cacheu: ordenou o rei D. Pedro por alavará de 15 de Março de 1692, a construção de uma fortaleza, encarregando dela o primeiro capitão-mor e um feitor de fazenda. A jurisdição do capitão, como ouvidor, entendia-se até 5 léguas. O cargo deste era provido com o consenso da "Companhia de Cacheu e Cabo Verde", que, usufruindo o monopólio do tráfico, se responsabilizava pela construção das obras de defesa e conservação da fortaleza e pelo pagamento aos empregados e militares do presídio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-4825479791182461116?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/4825479791182461116/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=4825479791182461116' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/4825479791182461116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/4825479791182461116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/11/xii-1-dados-histricos-de-bissau.html' title='XII. 1. Dados históricos de Bissau'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-7200431300702892965</id><published>2007-11-24T11:50:00.000-08:00</published><updated>2007-11-24T12:14:43.751-08:00</updated><title type='text'>XII. CIDADE DE BISSAU</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde que em 1913, sendo Governador da Colónia o 2.º Tenente Carlos Pereira, foi derrubada a célebre muralha que impedira até então o desenvolvimento da "vila", o terreno ainda salpicado de vegetação rasteira e de alto porte, compreendido entre o cemitério e o antigo mercado, iria oferecer novas perspectivas à vida urbana.&lt;br /&gt;Foi ali que teve raiz a parte moderna da cidade, prosseguindo em direcção ao Alto do Querim, num avanço lento mas sempre crescente, sobretudo a partir da 2.ª Guerra Mundial (que estimulou a iniciativa particular crente em ter nas edificações urbanas uma boa aplicação de capital, bem como o Estado, pela necessidade de alojar os funcionários, criando o Bairro Portugal.&lt;br /&gt;Bissau encontra-se dividida por uma grande avenida central, a avenida da República (espaçosa e extensa) e duas avenidas laterais: av. Governador Carvalho Viegas e a av. 5 de Junho.&lt;br /&gt;Na primeira ergue-se à entrada o monumento a Nuno Tristão inaugurado a 5 de Junho de 1947.&lt;br /&gt;Ao topo da avenida, dominando a Praça do Império, está o monumento ao Esforço da Raça cuja construção foi iniciada em 1939.&lt;br /&gt;A limitar a referida praça encontra-se o Palácio do Governo.&lt;br /&gt;Na av. 5 de Junho, onde se encontram muitos prédios de habitação, estão os pavilhões do hospital, os Paços do Concelho e dois dos hotéis de Bissau.&lt;br /&gt;A av. Carvalho Viegas viu-se coberta de edifícios em pouco tempo e ali próximo ergue-se o novo Estádio de Bissau. Dá para a referida avenida o Mercado que o município inaugurou em 1924.&lt;br /&gt;O problema do abastecimento de água à cidade de Bissau ficou resolvido no ano de 1946. As nascentes encontram-se captadas a cerca de 3 quilómetros da cidade, no sítio da Bajoja e do Mariano.&lt;br /&gt;As águas são, no local, conduzidas por gravidade a um reservatório de 500 tons., construído em alvenaria hidráulica, donde são bombadas para outro reservatório em betão armado, situado no Alto do Querim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-7200431300702892965?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/7200431300702892965/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=7200431300702892965' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7200431300702892965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7200431300702892965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/11/xii-cidade-de-bissau.html' title='XII. CIDADE DE BISSAU'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-3371078098981449879</id><published>2007-11-05T15:07:00.001-08:00</published><updated>2007-11-05T15:42:18.803-08:00</updated><title type='text'>XI. TERMO "GUINÉ"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre as hipóteses das origens do termo GUINÉ:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1.ª hipótese: &lt;/span&gt;O emprego pelos portugueses do termo "Guiné" destinou-se muito menos a consagrar qualquer uso que dele houvessem feito os naturais da respectiva região, do que a satisfazer uma necessidade política fundada na justiça e na lógica, pois nada mais natural do que dar nome às terras novas por quem as trouxe para o convívio do mundo.&lt;br /&gt;Fundamentalmente tal designação visou substituir a da Etiópia aceite até então por toda a Europa como significando o conjunto de países habitados por negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) No tempo do Infante, a palavra Guiné ou outra semelhante não era usada pelos naturais do litoral da África ao sul do Senegal ou pelo menos não era usada para designar as suas terras. Os nossos navegadores nunca referem tê-la ali ouvido com tal sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Enquanto a maior parte dos narradores dos descobrimentos (Cadamosto, Diogo Gomes, Duarte Pacheco, Valentim Fernandes) continuaram a usar o termo Etiópia aplicando-o às terras descobertas, Zurara, muito mais ligado aos meios próximos da Coroa do que eles, evita cuidadosamente aquele nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) O termo "Guiné" acabou por triunfar. Tal não se teria verificado sem o apoio oficial da nação que, empenhada na obra das descobertas estava em condições de servir de guia ao mundo culto no que toca ao conhecimento da orbe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2.ª hipótese: &lt;/span&gt;O termo "Guiné" teve a sua remota origem no nome do antigo império do Gana, Ghana, Ghanah ou Ganata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) As passagens transcritas de João de Barros mostram que o termo Guiné deriva de Guinauha, o qual foi ouvido pelo Infante aos mouros de Ceuta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Dado o conhecimento que hoje se tem das regiões confinantes com o Sara ocidental (Sahel, Sudão) que são aquelas de que os mouros tinham conhecimento directo na África Negra, a palavra Guinauha só pode derivar da cidade de Jenné ou Djenné ou do Império e cidade de Ghana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Só Ghana teve importância política para aos olhos dos mouros poder simbolizar o conjunto de terras habitadas por negros porque de facto e durante muitos séculos dominou todos os países ao sul do Sara conhecidos dos mesmos mouros.&lt;br /&gt;Nunca Jenné, aliás cidade do Império, esteve em tais condições mesmo depois do desaparecimento de Ghana porque a herança deste Estado foi inteiramente recolhida pelo Mali, o qual, por sua vez já estava decadente no tempo do Infante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-3371078098981449879?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/3371078098981449879/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=3371078098981449879' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/3371078098981449879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/3371078098981449879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/11/xi-termo-guin.html' title='XI. TERMO &quot;GUINÉ&quot;'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-8352131906906765345</id><published>2007-11-02T16:03:00.000-07:00</published><updated>2007-11-02T16:38:25.324-07:00</updated><title type='text'>X. OS RIOS MAIS IMPORTANTES DA GUINÉ</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podem considerar-se como mais importantes os seguintes:&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Rio Cacheu&lt;/span&gt;: Ao norte, é conhecido a partir do território dos "mandingas" por "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Farim&lt;/span&gt;". Nasce na região dos fulas-pretos, atravesa os territórios fronteiriços e desemboca em largo estuário entre as terras dos "baiotes" e dos "manjacas". É navegável para as embarcações de longo curso até Binta onde afluem muitos milhares de toneladas de amendoim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Rio Mansoa: &lt;/span&gt;As suas nascentes encontram-se na região do mesmo nome. Separa a ilha de Bissau do Continente e desagua entre aquela ilha e Pecixe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. Rio Geba ou Chaianga: &lt;/span&gt;Tem origem em território francófono, penetra pelo norte vindo da ex-Guiné francesa, passa pelas regiões de Sama, Cuntimbo, Manconá e Mancrosse, banha as povoações de Bafatá e de Geba e, após numerosas voltas, vai desaguar no grande canal de Geba junto a Bissau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. Rio Corubal ou Cocoli: &lt;/span&gt;Nasce na ex-colónia francesa da Guiné, delimita uma pequena parte da fronteira de leste, entra na região de Boé, desce para o sul, inflectindo depois para oeste até Chitole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rios têm um valor real na vida económica da Guiné. Influenciam extraordinariamente a sua vida agrícola e permitem à navegação de longo curso e à cabotagem, em geral, o acesso ao interior do território. Pode afirmar-se que foram muito importantes para a pacificação das regiões habitadas por indígenas insubmissos.&lt;br /&gt;As bolanhas onde se encontra a famosa gramínea acham-se localizadas nas suas margens e os núcleos urbanos ali têm raiz.&lt;br /&gt;Os portos fluviais oferecendo condições de embarque de oleaginosas e de outros produtos do solo são a razão primária do triunfo das povoações afastadas do litoral sobre as que o mato aparta da navegação.&lt;br /&gt;Quase todos os rios mudam de nome ao percorrerem regiões onde o linguarejar dos nativos se diferencia. Também delimitam territórios, apartam tribos, dividem costumes e crenças.&lt;br /&gt;Na foz de certos rios nota-se aquele singular fenómeno conhecido por "macareu" que se manifesta durante as marés de conjunção lunar e constituído por uma onda que avança em sentido contrário ao da corrente do rio em grande velocidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-8352131906906765345?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/8352131906906765345/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=8352131906906765345' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8352131906906765345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8352131906906765345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/11/x-os-rios-mais-importantes-da-guin.html' title='X. OS RIOS MAIS IMPORTANTES DA GUINÉ'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-6504023270346411779</id><published>2007-10-31T13:09:00.000-07:00</published><updated>2007-10-31T13:31:08.813-07:00</updated><title type='text'>IX. 2. Os Papéis de Safim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A área do posto de Safim compreende os regulados de Safim, Djaal e Bissalanca, habitados por papéis.&lt;br /&gt;Os papéis de Safim encontram-se agrupados em sete classes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Inxaxo &lt;/span&gt;(singular) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Baxaxo&lt;/span&gt; (plural)&lt;br /&gt;2. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Insó&lt;/span&gt; (singular) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bassó&lt;/span&gt; (plural)&lt;br /&gt;3. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Injocumom&lt;/span&gt; (singular) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bajôcumom&lt;/span&gt; (plural)&lt;br /&gt;4. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Insafinté&lt;/span&gt; (singular) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bassafinté&lt;/span&gt; (plural)&lt;br /&gt;5. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iga&lt;/span&gt; (singular) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Baiga&lt;/span&gt; (plural)&lt;br /&gt;6. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Insutú&lt;/span&gt; (singular) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bassutu&lt;/span&gt; (plural)&lt;br /&gt;7. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Intaté&lt;/span&gt; (singular) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Batáte&lt;/span&gt; (plural)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a que correspondem respectivamente os apelidos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nanque&lt;/span&gt; (jagras ou fidalgos, dizem-se parentes das onças)&lt;br /&gt;2. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Có &lt;/span&gt;(dizem-se parentes dos sapos)&lt;br /&gt;3. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cá &lt;/span&gt;(dizem-se parentes das hienas)&lt;br /&gt;4. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Té &lt;/span&gt;(dizem-se irmãos dos coelhos)&lt;br /&gt;5. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sá&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;6. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sô&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;7.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Indi &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;(dizem-se descendentes dos macacos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis um belo argumento para os defensores da existência residual do totemismo da África Ocidental! apesar disso parece-nos de aconselhar a prudência das afirmações neste assunto melindroso que se presta a erradas ilacções.&lt;br /&gt;Aos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;baxaxo&lt;/span&gt; (os mais nobres e mais ricos donde saem os reis) seguem-se os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;bassó&lt;/span&gt; que, como as restantes classes podem ascender à chefia da povoação.&lt;br /&gt;No entanto, corre entre os papéis de Safim uma lenda afirmando que os primeiros reis foram &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Batáte&lt;/span&gt; tendo um golpe de força levado os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;baxaxo &lt;/span&gt;ao poder.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-6504023270346411779?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/6504023270346411779/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=6504023270346411779' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/6504023270346411779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/6504023270346411779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/10/ix-2-os-papis-de-safim.html' title='IX. 2. Os Papéis de Safim'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-4189312751440211792</id><published>2007-10-26T12:06:00.000-07:00</published><updated>2007-10-26T12:46:09.199-07:00</updated><title type='text'>IX. 1. Características dos Papéis de Bissau em particular</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os papéis de Prábis consideram-se oriundos da região do Quinara (concelho de Catió) e como tal parentes dos Beafadas. Acham-se ainda hoje ligados àquela região por vínculos religiosos. É lá que encontram os ídolos protectores das sete gerações ou famílias em que se acham divididos e que são as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Bujucumu: a que pertencem os guerreiros&lt;br /&gt;b) Botate: a que pertencem os feiticeiros&lt;br /&gt;c) Bossafinté: guardiões de um determinado irã&lt;br /&gt;d) Buigá: classe dos ricos&lt;br /&gt;e) Bóxô: guardiões de um irã protector dos criminosos (existente em Bandim)&lt;br /&gt;d) Buçutu: a que pertencem os feiticeiros&lt;br /&gt;e) Jagra: geração "dona do chão" a que pertencem os fidalgos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros grupos, vindos de Quinara, fixar-se-iam primeiramente na área do regulado de Bôr onde passariam largo tempo vivendo na natureza sem construirem habitações. Multiplicando-se ir-se-iam espalhando pelo resto da ilha, fundando as primeiras povoações em Intim, Bandim e Antula. Acabariam por se digladiar entre si em contínuas guerras.&lt;br /&gt;O idioma papel apresenta diferenças dialetais entre as regiões de Prábis, Comura, Quecete e Bór, o mesmo sucedendo em relação ao Biombo e Safim.&lt;br /&gt;Os papéis praticam a geofagia, utilizando a terra argilosa e morros de baga-baga.&lt;br /&gt;Encontram-se algumas habitações ornamentadas com desenhos geométricos e antropomórficos.&lt;br /&gt;O fabulário revela traços comuns com os dos Beafadas. Atribuem os naufrágios a um "demónio" das águas. Crêem na transmigração das almas.&lt;br /&gt;Após a morte de um indivíduo, se ele for bom, a alma volta à terra, reincarnando numa mulher da sua família. No caso contrário, fica vagueando por mares, rios e florestas.&lt;br /&gt;Consideram animais sagrados a serpente, a gibóia e uma cobra muito venenosa. Os mágicos gozam de grande prestígio. Há um irã protector das mulheres (quêbé) que fiscaliza a fidelidade conjugal.&lt;br /&gt;No Biombo, porém, esse irã decaíu no conceito feminino, pois as mulheres tiraram-no de casa e puseram-no do lado de fora, escondido pela palha e coberto de imundices.&lt;br /&gt;Antigamente os papéis guerreavam-se entre si. Houve várias lutas entre os de Prábis e os do Biombo, bem como com os Manjacos que raziavam a ilha à procura de escravos.&lt;br /&gt;Os papéis de Intém eram considerados os mais valentes da tribo. Matavam os prisioneiros bebendo-lhes o sangue.&lt;br /&gt;Os régulos, outrora, eram nomeados pelo povo e escolhidos apenas na classe de Jagra.&lt;br /&gt;Como ordálio usam amarrar uma linha no pulso do arguido e verificar se se dá a inflamação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-4189312751440211792?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/4189312751440211792/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=4189312751440211792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/4189312751440211792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/4189312751440211792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/10/ix-1-caractersticas-dos-papis-de-bissau.html' title='IX. 1. Características dos Papéis de Bissau em particular'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-3658761399624413633</id><published>2007-10-22T14:10:00.000-07:00</published><updated>2007-10-22T14:30:36.044-07:00</updated><title type='text'>IX. CARACTERÍSTICAS DOS AFRICANOS EM GERAL</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apontam-se a seguir algumas das características dos africanos em geral:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Qualidades de observação e inteligência apreciáveis&lt;br /&gt;b) Acentuado sentido de justiça&lt;br /&gt;c)  Sentimento de solidariedade&lt;br /&gt;d) Carinho pelas crianças e o respeito pelos velhos&lt;br /&gt;e) Alegres e expansivos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É famosa também a resistência passiva do africano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedem-lhe uma coisa fácil: ele diz "sim" e cumpre.&lt;br /&gt;Pedem-lhe algo difícil ou algo que em muito o contraria, ele diz "sim" mas não sabe se cumprirá.&lt;br /&gt;Pedem-lhe algo de impossível, ele diz "sim", embora saiba muito bem que não pode cumprir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensemos um pouco (para compreendermos isto) nas condições de servilismo em que viveu toda a África Negra nos tempos da escravatura e mesmo depois de ela ter acabado.&lt;br /&gt;Não é preciso forçar muito a imaginação para "imaginar" a que desagráveis consequências o nativo se expunha ao pronunciar a palavra "não". Assim, habituou-se a dizer sim a tudo: ao possível e ao impossível, quer lhe pedissem um copo de água ou a lua.&lt;br /&gt;Os tempos passaram, os europeus são agora mais moderados e as leis protectoras, mas o costume de dizer sim, de certa maneira ainda se mantém.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-3658761399624413633?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/3658761399624413633/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=3658761399624413633' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/3658761399624413633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/3658761399624413633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/10/ix-caractersticas-dos-africanos-em.html' title='IX. CARACTERÍSTICAS DOS AFRICANOS EM GERAL'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-1311307705091375768</id><published>2007-10-16T14:44:00.000-07:00</published><updated>2007-10-26T12:05:42.220-07:00</updated><title type='text'>VIII. A DEFICIÊNCIA DA ALIMENTAÇÃO INDÍGENA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em toda a África tropical a capacidade de produção de alimentos de uma família mal chega para o seu consumo.&lt;br /&gt;Se deduzirmos da colheita as quantidades de produtos que servem para alimentação durante um ano, os cereais que destina para fabricar diversas espécies de bebidas e as sementes que utilizará nas próximas sementeiras, resta, quando resta, uma pequena quantidade para venda.&lt;br /&gt;Que por vezes a produção não chega a igualar o consumo prova-o o facto de em muitos anos, e um pouco por toda a parte, os indígenas passarem verdadeiras dificuldades uns meses antes das novas colheitas.&lt;br /&gt;Nessas alturas, o indígena esquadrinha a selva à procura de frutos silvestres, de raizes e caules de qualquer forma comestíveis e com isso tenta disfarçar a fome. Toda a erva que não mate é devorada.&lt;br /&gt;Se o solo de África é pouco fértil, o indígena é ainda vítima das mais variadas doenças, que lhe diminuem a capacidade para o trabalho, o que, por sua vez, justifica fracas colheitas e sub-alimentação.&lt;br /&gt;Desta forma se gera um ciclo vicioso e infernal: como trabalha pouco, colhe pouco. Se colhe pouco, alimenta-se mal, se se alimenta mal, trabalha evidentemente pouco.&lt;br /&gt;O nativo enfrenta problemas semelhantes quanto a produtos de origem animal. Seja por motivos religiosos e supersticiosos, seja pela pouca eficácia das armas que utiliza na caça (flechas, azagaias, armadilhas) os resultados no campo animal não são animadores. Zonas há em que os garotos levam pacientemente todo o dia à procura de ratos, toupeiras, formigas aladas, etc.&lt;br /&gt;O indígena, na melhor das hipóteses, pode satisfazer-se de hidratos de carbono que são representados na sua dieta pela mandioca, milho, mapira, etc. , pode também consumir algumas gorduras de origem vegetal (várias espécies de feijões principalmente) mas faltam-lhe proteínas e gorduras de origem animal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-1311307705091375768?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/1311307705091375768/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=1311307705091375768' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/1311307705091375768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/1311307705091375768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/10/viii-deficincia-da-alimentao-indgena.html' title='VIII. A DEFICIÊNCIA DA ALIMENTAÇÃO INDÍGENA'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-8014967855335994042</id><published>2007-10-14T13:43:00.000-07:00</published><updated>2007-10-14T14:05:38.512-07:00</updated><title type='text'>VII. 3. O trabalho no sector civilizado/antagonismo em relação ao trabalho tribal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Colocado perante o trabalho, cujo produto lhe não pertence, ao contrário da regra em vigor na sociedade tradicional, e recebendo em contrapartida um salário de significado muito restrito ou quase nulo para o seu regime de vida tribal, o africano não pode deixar de traduzir uma atitude ou tendência para o afastamento desse trabalho.&lt;br /&gt;Com o ingresso no mundo do trabalho, muito variável, aliás, conforme se trata de empresas agrícolas ou industriais, o africano, de vida tribal, sedentária ou nómada, sofre desde logo um corte importante na sua liberdade com implicações psicológicas profundas decorrentes do isolamento social da família e dos amigos.&lt;br /&gt;Não pode deixar de sentir um choque tremendo quando troca a sua vida livre pelo meio rigoroso e disciplinado do trabalho na empresa moderna.&lt;br /&gt;Importa notar que a destribalização ou desenraizamento é conceito que não implica apenas a desvinculação da disciplina tribal.&lt;br /&gt;A multivinculação do Homem em qualquer tipo de sociedade não se exprime apenas por laços de dependência política ou administrativa.&lt;br /&gt;Há os laços sociais da família, de amizade e de outros círculos de interesses que contam e muito do ponto de vista sociológico, e qualquer destes tipos de laços ou outros, incluindo a nostalgia do meio social tradicional, pode funcionar como elemento impeditivo da integração definitiva do africano no sector civilizado.&lt;br /&gt;A simples contraposição entre o sector da vida civilizada e o sector tribal, só pode ser decidida a favor daquele, quando as solicitações do último perderem terreno a favor do primeiro.&lt;br /&gt;Enquanto viver nessa situação de ambivalência cultural que traduz apenas uma integração cultural parcial em padrões de cultura ocidental, o africano tenderá a revelar frequentes mecanismos de fuga para o sector originário. O fenómeno é próprio de certos tipos neuróticos que o choque cultural produz.&lt;br /&gt;O analfabetismo, por um lado, e a saúde e nutrição deficientes, por outro, são factores determinantes quer numa melhor socialização, quer numa melhor produtividade no trabalho por parte do africano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-8014967855335994042?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/8014967855335994042/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=8014967855335994042' title='38 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8014967855335994042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8014967855335994042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/10/vii-3-o-trabalho-no-sector.html' title='VII. 3. O trabalho no sector civilizado/antagonismo em relação ao trabalho tribal'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>38</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-5494863294177357401</id><published>2007-10-12T13:49:00.000-07:00</published><updated>2007-10-12T14:05:06.350-07:00</updated><title type='text'>VII. 2. Síntese dos aspectos dominantes do quadro económico tribal e das relações de trabalho, considerando as sociedades agrícolas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a) Apropriação colectiva das terras e sua usufruição em conjunto por todos os membros do grupo com fins de mera subsistência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Predomínio das estruturas sociais e religiosas sobre as económicas, com forte sujeição destas àquelas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Espírito de colaboração e de solidariedade intensas ao nível dos grupos sociais organizados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) Franca iniciativa individual e dirigismo fortemente concentrado nos chefes dos grupos, a quem incumbe a acção directiva e controladora nas esferas de produção, do consumo e da repartição das tarefas produtivas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e) Existência de verdadeiras comunidades de trabalho ao nível dos vários grupos organizados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;f) Inexistência da separação capital-trabalho e participação de todos no produto do esforço colectivo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;g) Escassa especialização de trabalho e utilização de técnicas e de instrumentos rudimentares;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h) Divisão do trabalho assente no sexo e na idade, sendo a mulher o elemento mais activo e regular na agricultura, ocupando-se o homem com as tarefas mais pesadas e arriscadas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;i) Prestação de serviços intergrupais na base da solidariedade e da reciprocidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-5494863294177357401?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/5494863294177357401/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=5494863294177357401' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5494863294177357401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5494863294177357401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/10/vii-2-stese-dos-aspectos-dominantes-do.html' title='VII. 2. Síntese dos aspectos dominantes do quadro económico tribal e das relações de trabalho, considerando as sociedades agrícolas'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-6441799710427472487</id><published>2007-10-12T13:34:00.000-07:00</published><updated>2007-10-12T13:46:34.125-07:00</updated><title type='text'>VII. 1. O trabalho nos quadros tribais e a economia de subsistência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sociedade tribal, tolhedora das iniciativas individuais, enreda completamente o indivíduo nas malhas dos seus apertados esquemas, de tal forma que, conferindo-lhe um particular esquema de segurança, torna o homem fortemente gregário e identifica-se com ela nos seus próprios destinos.&lt;br /&gt;Por isso, quando se alude ao colectivismo do africano, define-se a sua particular forma de vida e, ao mesmo tempo, toca-se num ponto especialmente delicado, quando se é levado a pensar que a sua progressiva assimilação cultural, segundo os padrões do colonizador, lhe deve proporcionar situações de angústia psíquica, de isolamento e de tensão social, enquanto a integração se não verifica.&lt;br /&gt;Vivendo num sistema de economia de subsistência que visa unicamente a satisfação das necessidades do grupo e de todos através dele, sem intuitos egoístas e acumulação de riqueza, o equilíbrio dos grupos assenta em objectivos de preservação dos padrões tradicionais de vida e dita, em função deles, a medida do esforço de trabalho que a cada um, e a todos, se pede, em razão do sexo, da idade e da rudimentar especialização em algumas ocupações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-6441799710427472487?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/6441799710427472487/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=6441799710427472487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/6441799710427472487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/6441799710427472487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/10/vii-1-o-trabalho-nos-quadros-tribais-e.html' title='VII. 1. O trabalho nos quadros tribais e a economia de subsistência'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-685734921440749150</id><published>2007-10-08T14:18:00.000-07:00</published><updated>2007-10-08T14:57:47.469-07:00</updated><title type='text'>VII. TRABALHO EM ÁFRICA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À colonização europeia dos espaços ultramarinos deparou-se, geralmente, desde o início, um problema muito delicado, atentos os seus desígnios económicos, que consistia no seguinte: como obter a mão de obra aborígene necessária, se os nativos não ofereciam voluntariamente o seu esforço de trabalho?&lt;br /&gt;As dificuldades agravaram-se ainda pelo facto de nem todos os territórios coloniais revelarem as mesmas possibilidades em potencial de trabalho, pois, se uns eram despovoados, outros apresentavam fraquíssima densidade populacional e, noutros ainda, os autóctones não reuniam sequer os requisitos físicos suficientes para o trabalho aturado das plantações e das incipientes explorações industriais.&lt;br /&gt;Por outro lado, sucedia que os colonos, por razões de prestígio social e também por uma convicção muito generalizada de que o branco nos trópicos, em virtude das hostilidades do clima, não podia ali exercer se não funções de direcção e de fiscalização, não constituiam fonte de recrutamento de trabalho manual.&lt;br /&gt;A solução encontrada foi a utilização da mão de obra escrava, seguida por todos os colonizadores.&lt;br /&gt;O trabalho escravo durou, no caso português, até 25 de Fevereiro de 1869, data em que, por decreto, foi abolida a escravidão em todo o território.&lt;br /&gt;À abolição da escravidão não se seguiu logo o trabalho livre.&lt;br /&gt;Antevendo-se que o ex-escravo, uma vez em liberdade de contratar os seus serviços, se recusasse a oferecê-los, foi colocado uma situação de liberto, como situação de transição para o trabalho livre, pelo citado decreto de 1869.&lt;br /&gt;O termo do sistema dos libertos só veio a verificar-se totalmente por força do decreto de 21 de Novembro de 1878. Anteriormente, um decreto de 31 de Outubro de 1874 suprimia-o em Cabo Verde e a lei de 29 de Abril de 1875 estabeleceu a sua extinção em todas as colónias para um ano após a sua publicação.&lt;br /&gt;O sistema de 1878 deu, porém, lugar a reacções várias, muito vivas, porque efectivamente, o negro ainda não estava educado para o trabalho.&lt;br /&gt;Por esta e por outras razões, o trabalho nativo poucos anos viveu o clima de liberdade que lhe fora criado pela ideologia liberal.&lt;br /&gt;Em 1889 foi introduzido o trabalho obrigatório ao lado do trabalho livre.&lt;br /&gt;A evolução do regime de prestação do trabalho do africano desde as origens da colonização, pode resumir-se assim: trabalho escravo, trabalho servil, trabalho livre concorrendo com trabalho obrigatório sob certas formas e, finalmente, trabalho livre.&lt;br /&gt;Ainda hoje em Angola, como de uma maneira geral no continente africano, numerosas populações autóctones vivem integradas nos quadros de uma economia de mera subsistência, sem interesse pelo trabalho regular.&lt;br /&gt;É inegável, porém, que hoje se contam já por milhares os africanos aborígenes que oferecem voluntariamente os seus serviços e que estabilizaram a sua vida económica como trabalhadores por conta alheia.&lt;br /&gt;Toda a história da colonização, até há poucos anos, demonstra que o colono, mesmo aquele que na sua terra ganhava duramente a vida, trabalhando de sol a sol de enxada na mão, quando transportado para África, assumia a posição de patrão e entregava esse trabalho ao autóctone.&lt;br /&gt;Fácil foi, por isso, ao nativo, a representação do branco como a negação do trabalho e sua figuração em objectos de arte, de braços cruzados ou de mãos nas algibeiras.&lt;br /&gt;A história da colonização não deu ao nativo exemplos de trabalho, no sentido em que este o entendia (trabalho manual) .&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-685734921440749150?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/685734921440749150/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=685734921440749150' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/685734921440749150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/685734921440749150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/10/vii-trabalho-em-frica.html' title='VII. TRABALHO EM ÁFRICA'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-5983025499186911761</id><published>2007-10-01T15:58:00.000-07:00</published><updated>2007-10-01T16:26:45.304-07:00</updated><title type='text'>VI. SUBDESENVOLVIMENTO EM ÁFRICA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os problemas do subdesenvolvimento em África são muito profundos. Porém para facilidade da sua compreensão podem dividir-se em dois grupos de categorias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Os que são determinados por factores do meio físico;&lt;br /&gt;b) Os que derivam das características das estruturas sociais africanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta temática será abordada em diversos capítulos adiante, por agora, convém precisar alguns dados genéricos introdutórios relativos à África como espaço, aos recursos nela disponíveis actualmente e à distribuição das suas populações.&lt;br /&gt;A superfície total do continente africano é de 30.290.000 quilómetros quadrados, que corresponde a cerca de 22% das terras emersas do planeta.&lt;br /&gt;Neste continente vivem aproximadamente 254 milhões de seres humanos, o que corresponde a uma densidade média de 8 hab/km2.&lt;br /&gt;Esta densidade populacional, porém, varia muito de território para território, oscilando entre menos de 1 hab/km2 (que se verifica por exemplo na Mauritânia, na Líbia, em certas regiões do sul de Angola e do sudoeste africano) e o máximo de 600 hab/km2 no vale do Nilo.&lt;br /&gt;Entre estes dois extremos há graus de concentração populacional muito diferentes, com os índices mais baixos nas zonas desérticas e nas regiões de floresta densa, e os índices mais elevados nas orlas costeiras do Golfo da Guiné, da Tunísia, Argélia e Marrocos, na região dos Grandes Lagos e dos planaltos da Etiópia; também na orla costeira oriental, de Mombaça ao cabo, com alguns intervalos de baixa densidade em Moçambique.&lt;br /&gt;A actividade económica predominante é a agricultura. À irregularidade da concentração populacional corresponde a desigualdade da repartição dos recursos alimentares.&lt;br /&gt;Há muitas regiões extremamente pobres em que a procura da subsistência diária reveste carácter quase heróico e onde as populações vivem em níveis extremamente baixos, como os países da orla saariana ou as zonas da grande floresta tropical; já é bastante melhor nas zonas que bordejam o golfo da Guiné.&lt;br /&gt;A característica dominante é, porém, a da pobreza sem possibilidade de melhoria se se não alterarem as condições de base com o auxílio de agentes exteriores.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-5983025499186911761?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/5983025499186911761/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=5983025499186911761' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5983025499186911761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5983025499186911761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/10/vi-subdesenvolvimento-em-frica.html' title='VI. SUBDESENVOLVIMENTO EM ÁFRICA'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-8942165136295717060</id><published>2007-09-30T14:28:00.000-07:00</published><updated>2007-09-30T14:38:54.170-07:00</updated><title type='text'>VI. 5. Variação térmica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As maiores amplitudes térmicas registam-se nos meses de Janeiro e Fevereiro e ainda no 1.º período quente (meses de Março e Abril) devido não só ao facto de os ventos gerais alternarem com outros mais quentes, como também à existência de frequentes calmarias.&lt;br /&gt;A estes dois factores devemos acrescentar o reduzido grau de nebulosidade que favorece a irradiação nocturna e, consequentemente, o abaixamento rápido da temperatura.&lt;br /&gt;Mesmo na época das chuvas em que a amplitude das variações diurnas é pequena, bastam umas noites com céus limpos para se registar um abaixamento imediato da temperatura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-8942165136295717060?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/8942165136295717060/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=8942165136295717060' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8942165136295717060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8942165136295717060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/09/vi-5-variao-trmica.html' title='VI. 5. Variação térmica'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-7199151146359249655</id><published>2007-09-30T14:22:00.000-07:00</published><updated>2007-09-30T14:28:22.017-07:00</updated><title type='text'>VI. 4. Nebulosidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nebulosidade é muito baixa na época seca, sendo raras as vezes em que o céu se apresenta coberto de nuvens.&lt;br /&gt;Porém, apesar disso, é comum nesta época observar-se o horizonte quase permanentemente acinzentado.&lt;br /&gt;Durante a época pluviosa em que a nebulosidade é realmente grande, há que salientar, todavia, que só excepcionalmente o céu está coberto de nuvens por mais de dois dias seguidos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-7199151146359249655?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/7199151146359249655/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=7199151146359249655' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7199151146359249655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7199151146359249655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/09/vi-4-nebulosidade.html' title='VI. 4. Nebulosidade'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-864083506828395885</id><published>2007-09-28T15:57:00.000-07:00</published><updated>2007-09-28T16:08:31.793-07:00</updated><title type='text'>VI. 3. Vento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os principais ventos que sopram na Guiné são os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"alisados"&lt;/span&gt;, a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"monção"&lt;/span&gt; e o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"harmattan"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"alisados"&lt;/span&gt; sopram por rajadas, atingem às vezes velocidades de 60 km/h. Estes ventos fazem-se sentir de Dezembro a Fevereiro influenciando decisivamente a temperatura.&lt;br /&gt;A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"monção"&lt;/span&gt;, que  tem  uma velocidade média  de 10  a  20  km/h  inicia-se  em Maio e faz-se sentir até uma boa parte de Novembro.&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"harmattan"&lt;/span&gt; que se observa em Janeiro e Fevereiro é pouco frequente nas camadas junto ao solo, sendo observado nas camadas superiores a 1000 metros.&lt;br /&gt;Dvemos considerar ainda os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"tornados"&lt;/span&gt;, muito frequentes nos meses de Abril, Maio, Setembro e Outubro. Soprando da terra a sua duração nunca ultrapassa as três horas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-864083506828395885?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/864083506828395885/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=864083506828395885' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/864083506828395885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/864083506828395885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/09/vi-3-vento.html' title='VI. 3. Vento'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-4346348838924483542</id><published>2007-09-28T15:47:00.000-07:00</published><updated>2007-09-28T15:54:33.423-07:00</updated><title type='text'>VI. 2. Temperatura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As temperaturas mais baixas observam-se nos meses de Janeiro e Fevereiro, registando-se as mais altas em Março, Abril e Maio.&lt;br /&gt;Sob o ponto de vista das temperaturas podemos dividir o ano nitidamente em quatro períodos:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Período fresco&lt;/span&gt;: Dezembro, Janeiro e Fevereiro&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Primeiro período quente&lt;/span&gt;: Março, Abril e Maio&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Período das chuvas&lt;/span&gt;: Junho, Julho, Agosto e Setembro&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Período quente&lt;/span&gt;: Outubro e Novembro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-4346348838924483542?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/4346348838924483542/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=4346348838924483542' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/4346348838924483542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/4346348838924483542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/09/vi-2-temperatura.html' title='VI. 2. Temperatura'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-486971102263249948</id><published>2007-09-28T15:27:00.000-07:00</published><updated>2007-09-28T15:43:28.055-07:00</updated><title type='text'>VI. 1. Pluviosidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se as primeiras percipitações têm lugar normalmente na 2ª quinzena de Maio, a época das chuvas inicia-se declaradamente em Junho com uma densidade e regularidade na sua distribuição ao longo do mês.&lt;br /&gt;Outubro marca o limite do período das chuvas precedendo o mês de transição a que corresponde Novembro.&lt;br /&gt;O ano pode dividir-se em duas épocas pluviais diferentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Época seca: Dezembro a Maio(inclusivé)&lt;br /&gt;Época das chuvas: Junho a Novembro(inclusivé)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na região sul da Guiné é onde se registam os maiores índices pluviométricos, só excedidos na faixa litoral da Rep. da Guiné, Serra Leoa e Libéria. Esses índices diminuem com a latitude, ou seja, a norte a pluviosidade média é menor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-486971102263249948?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/486971102263249948/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=486971102263249948' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/486971102263249948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/486971102263249948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/09/vi-1-pluviosidade.html' title='VI. 1. Pluviosidade'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-5345519678472661615</id><published>2007-09-28T15:11:00.000-07:00</published><updated>2007-09-28T15:41:43.464-07:00</updated><title type='text'>VI. CLIMA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Incluída em uma vasta região de clima semelhante e que se estende desde a parte oriental do Golfo da Guiné até à Mauritânia, o clima da ex-Guiné portuguesa é essencialmente caracterizado pela existência de duas épocas distintas em todo o ano: uma época de chuvas intensas no Verão e uma época seca correspondente ao Inverno.&lt;br /&gt;A época das chuvas é determinada essencialmente pelo deslocamento das baixas pressões das regiões equatoriais para o Norte, sendo portanto influenciada pela massa de ar equatorial, enquanto que a época seca sofre a influência decisiva da massa de ar tropical continental.&lt;br /&gt;O norte do território da Guiné é caracterizado por uma temperatura anual média superior a 20º C, uma amplitude de 10º C aproximadamente; e uma época seca variável em duração de quatro a seis meses, o que corresponde ao clima senegalense.&lt;br /&gt;O clima sudanês, de tipo sub-equatorial, abrange a parte sul do território e é definido por uma estação seca com uma variação térmica de 1º C a 2º C no máximo.&lt;br /&gt;Pode classificar-se o clima da Guiné como um clima quente e húmido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-5345519678472661615?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/5345519678472661615/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=5345519678472661615' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5345519678472661615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5345519678472661615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/09/vi-clima.html' title='VI. CLIMA'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-2810044824410186887</id><published>2007-09-27T13:47:00.001-07:00</published><updated>2007-09-27T14:34:14.143-07:00</updated><title type='text'>V. SUPERFÍCIE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os limites da Guiné são os que foram fixados pelo Convénio Luso-Francês assinado em Paris, em 12 de Maio de 1886, e ractificado depois por Sua Magestade o rei D. Luís, em 25 de Agosto do ano seguinte.&lt;br /&gt;O território confronta a norte, leste e sul com a ex-África Ocidental Francesa (Senegal ao norte, Guiné ex-francesa a sul e a leste) e a oeste pelo Oceano Atlântico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Latitude dos pontos extremos: Norte, 12º 40' Sul, 10º 57'&lt;br /&gt;Longitude dos pontos extremos: Leste, 13º 38' Oeste, 16º 43'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A extensão das fronteiras terrestres é de 750 Km;  das marítimas é de 150 km.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A superfície da Guiné é de 36.125 Km2.&lt;br /&gt;Deduzida a área aquática distribui-se da seguinte forma pelos concelhos e circunscrições (com excepção de Bula) :&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Bissau---------------910km2&lt;br /&gt;Bolama--------------136 »&lt;br /&gt;Bafatá---------------5700 »&lt;br /&gt;Bijagós--------------1600 »&lt;br /&gt;Cacheu--------------2500 »&lt;br /&gt;Catió----------------3084 »&lt;br /&gt;Farim---------------3200 »&lt;br /&gt;Fulacunda-----------3438 »&lt;br /&gt;Gabú----------------9000 »&lt;br /&gt;Mansoa--------------2400 »&lt;br /&gt;S. Domingos---------1669 »&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A superfície da Guiné pode dizer-se, comparativamente à do território de Portugal, que é o equivalente a um pouco mais de um terço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-2810044824410186887?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/2810044824410186887/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=2810044824410186887' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/2810044824410186887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/2810044824410186887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/09/v-superfcie.html' title='V. SUPERFÍCIE'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-4764077727677025870</id><published>2007-09-18T16:43:00.000-07:00</published><updated>2007-09-18T17:43:39.121-07:00</updated><title type='text'>IV. 3. Ritualismos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ainda que de uma forma resumida, não queremos deixar de referir algumas práticas mágicas do animismo, mais ou menos comuns aos diversos grupos étnicos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo a importância social que assumem, podem essas práticas, embora de forma arbitrária, abranger dois grupos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1. As de "botar sortes" e através delas adivinhar, profetizar, dizer coisas e factos passados, presentes e futuros (espécie de cartomancia);&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2. As de evocar e invocar espíritos antepassados, de génios e de deuses, às quais se ligam outras, cada uma com o seu fundamento e intenção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qualquer das práticas toma a designação crioula de "Rónia" com o significado de rito (derivada do português "cerimónia").&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todas as "rónias" têm que ser acompanhadas de derrames de aguardente ou vinho de palma, ou destes e de comidas, e do sacrifício de animais nos símbolos (os Irãs). É condição inseparável do acto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A oferta de bebidas, de comidas, de carne e de sangue de animais imolados, tanto pode constituir acto invocatório como propiciatório. Sem Dârmar não se pode consultar nenhum Irã, nem a consulta teria os efeitos desejados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Da natureza e da importância da Rónia e às vezes da categoria do Irã é que depende a imolação de animais, feita sempre após o acto de Dârmar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas rónias importantes (do fanado, catássa, brulâr, entre manjacos, e de invocação e de chamamento de espiritas, etc.) é-se obrigado a imolar vacas, porcos, cabras, mais raramente cães.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas rónias de menor projecção e interesse, o acto impõe preferencialmente, ou mesmo em exclusivo, a imolação de aves: galinhas e galos, inteiros ou capados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todavia, nem todos os animais servem para imolar nas rónias. Para algumas, quer por exigência dos ritualistas quer em face de particularidades inerentes à invocação ou ao "botar de sortes", os bichos a imolar têm de ser de determinada coloração e características de pelagem ou de penas e possuir dada corpulência: bois, vacas e cabras, malhadas de preto e branco ou branco e castanho; bezerros castanhos ou também malhados; vacas de pelagem inteiramente branca ou inteiramente preta ou com sinais de outra cor, nas patas e no focinho; vacas mochas ou com grandes chifres; galinhas e galos com penas brancas ou só penas pretas ou ainda uns e outros com penas frisadas em vez de lisas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todas essas características e outras mais constituem pormenor a impor pelo ritualista para que os animais sirvam aos objectivos e aos efeitos das rónias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por outro lado, o sacrifício de animais possui também praxes e formalismos adequados: À chegada ao local e antes de iniciada a rónia atam-se os bichos ao "símbolo" (o Irã). Depois de morosas práticas segue-se a degola. Esta tem de ser feita sobre ou junto ao "símbolo" e por forma a que o sangue possa esguichar sobre ele e no chão à sua volta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com as comidas e bebidas o procedimento é semelhante. Só depois é que o ritualista, o ajudante e assistentes podem utilizar o resto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em determinados casos, os animais mortos, as comidas e as bebidas podem e devem ser utilizados no local, finda a rónia ou durante ela, pelo ritualista, consulente e assistência; em outros casos, bebidas, comidas e animais imolados são obrigatoriamente deixados junto ao símbolo por se destinarem, no próprio sentido e intuito do acto, aos espíritos ou génios evocados ou invocados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os animais, na maioria das vezes, são devorados pelas feras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A evocação ou invocação a realizar pelo competente ritualista, obedecem a uma determinda ordem de actos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ritualista toma posição junto do Irã e concentra-se. Decorrido certo tempo, profere umas palavras imperceptíveis e recebe a cabaça com a bebida (das mãos do consulente ou do ajudante) e inicia o Dârmar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lançada certa porção sobre o símbolo e em volta dele o ritualista bebe uns tragos, dá ao ajudante e ao consulente para fazerem o mesmo, e volta a concentrar-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No caso de haver animais a abater, depois de Dârmar a bebida, o ritualista manda preparar os que vão ser sacrificados. Se a organização prevê a existência de um sacrificador, o sacerdote executa uma fórmula e aquele degola o bicho ou bichos, deixando-o(s) estrebuchar enquanto o sangue esguicha sobre o símbolo, para depois serem tiradas conclusões consoante a posição que o bicho tomar perante o símbolo depois de inanimado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As rónias prolongam-se geralmente por todo o dia, do alvorecer ao por do sol, outras há que só se decidem ao fim de semanas de invocações e de chamamentos. Em certos casos repetem-se regularmente em dadas quadras do ano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É crença corrente em África de que ninguém morre de morte natural, daí os numerosos interrogatórios feitos aos mortos: "que Irã te matou?" "quem se serviu dele (Irã) para te matar?" "qual foi o comedor de almas que te matou?" "de que modo se serviu?" "virou cobra?" "virou onça?" "virou lagarto?" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A resposta às perguntas é obtida através dos movimentos dos transportadores da tumba, que ora caminham para a frente, ora para trás, ora para um lado, ora para outro, inclinando-se sobre algum dos circunstantes ou em direcção ao Irã, quando determinam o causador da morte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ritualista tira as suas conclusões pelos gestos e atitudes dos transportes da tumba e informa a assistência ou a família interessada em voz alta ou em segredo, segundo as conveniências...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-4764077727677025870?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/4764077727677025870/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=4764077727677025870' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/4764077727677025870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/4764077727677025870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/09/iv-3-ritualismos.html' title='IV. 3. Ritualismos'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-7984014304794795818</id><published>2007-09-16T15:13:00.000-07:00</published><updated>2007-09-16T15:37:18.748-07:00</updated><title type='text'>IV. 2. Os Irãs e simbologia diversa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em algumas tribos os Irãs são fixos ao chão e situam-se, ora dentro de palhotas de habitação, nas suas varandas e alpendres, ora no recinto de "moranças", em locais apropriados, uns com cobertura, outros não.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em outras tribos, porém, são amovíveis, conservando-se em pequenas palhotas construídas para o efeito, com ou sem nichos, onde os ídolos ficam à guarda dos ritualistas, sendo dali retirados quando das cerimónias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Irã individual destina-se a proteger o seu portador contra o "mau-olhado", da acção de feiticeiros e de um número ilimitado de males. Guardam (preservam) o indivíduo que os traz ligados ao corpo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os Irãs estão, em regra, simbolizados por estacas de madeira de pau-carvão, embelezadas com rudimentares desenhos geométricos e revestidas de tiras de pano encarnado, pedaços de corda, fios de contas e diversos outros objectos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os Irãs familiares que, com mais propriedade deveríamos chamar de geracionais, pois representam sempre uma das sete gerações de que a tribo descende, localizam-se dentro dos Balôbas (pequena palhota construida propositadamente para proteger o símbolo e servir de local de "rónias").&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Próximo de cada símbolo encontram-se: uma panela de barro emborcada sobre a qual o ritualista (o Baloubeiro) executa o sacrifício de animais e a "dârmar" de bebidas e de comidas durante a invocação ou evocação; um pote com água para as almas se dessedentarem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estes Irãs situados nos Balôbas incarnam os espíritos bons, ou sejam os dos antepassados (mais conhecidos por "espíritos de defuntos") aos quais compete a protecção contra todos os males, das sete gerações que a tradição regista como sendo a origem dos Papéis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As gerações acham-se simbolizadas por determinadas espécies animais: a onça, a hiena, o timba ou urso formigueiro, a lebre, o sapo, o frintabé (pequena cabra de mato) e o macaco. Parece corresponderem a uma longínqua reminiscência de clãs de tipo totémico, cada um deles representativo de uma classe social e portador de uma designação adequada: os nobres, donos das "reinanças", os guerreiros, os cesteiros, os mágicos e artesãos, os lavradores de arroz, os ferreiros e os subidores de palmeiras.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-7984014304794795818?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/7984014304794795818/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=7984014304794795818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7984014304794795818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7984014304794795818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/09/iv-2-os-irs-e-simbologia-diversa.html' title='IV. 2. Os Irãs e simbologia diversa'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-7268928348044310612</id><published>2007-09-16T14:35:00.000-07:00</published><updated>2007-09-16T15:10:33.227-07:00</updated><title type='text'>IV. 1. Irãs colectivos, familiares e individuais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Segundo o critério da sua utilização, aqui podem-se classificar os Irãs em &lt;strong&gt;colectivos &lt;/strong&gt;(ou de culto geral da tribo) , &lt;strong&gt;familiares&lt;/strong&gt; (ou de culto privado) e &lt;strong&gt;individuais &lt;/strong&gt;(mais conhecidos pela designação crioula de "guardas).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os Irãs colectivos podem ser utilizados por todos os indivíduos de uma mesma tribo e de qualquer ponto do seu chão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estes Irãs representam os antepassados longínquos do grupo e os seus deuses ou entes sobrenaturais, por isso, constituem-se em protectores genéricos da colectividade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São frequentemente evocados, invocados, acarinhados e presenteados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não podem constituir exclusivo de ninguém em especial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os mais conhecidos destinam-se: à escolha e empossamento de régulos, chefes de povoado e ritualistas; ao fanado (circuncisão), aos ritos de passagem nas "classes sociais"; às mulheres estéreis, grávidas, parturientes e recém-nascidos; à solução de litígios; a certos ritos funerários; aos ritos das sementeiras; a chamar ou a fazer chuvas; a proteger a "tabanca" contra os "comedores de almas", etc.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A evocação e a invocação dos espíritos dos antepassados, de deuses e de génios, só pode ser feita por ritualista acreditado: o sacerdote, o mágico, aquele que tem o poder e a arte de modificar, através dos espíritos, o curso dos acontecimentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em algumas tribos os Irãs colectivos são relativamente pouco consultados, pois as populações tendem a preencher preferencialmente os seus objectivos religiosos por meio de Irãs familiares, como se verifica entre os Bijagós, os Balantas e os Papéis&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Noutras tribos dá-se o inverso: o culto familiar é mais restrito, é menos preferido, porque se expandiu imenso a crença no poder dos Irãs colectivos, como se verifica entre Manjacos, Brâmes, Felupes e Baiotes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A evolução desta forma de culto (de que resulta o enfraquecimento do poder dos Irãs familiares) deve-se inteiramente à acção dos ritualistas. Ezstes institucionalizaram aquele tipo de culto, hierarquizando os agentes e as funções ou pelo menos organizando o processo de sucessão dos diferentes ritos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada Irã colectivo possui a sua denominação própria e em regra está localizado fora dos povoados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Irã familiar destina-se exclusivamente aos elementos do respectivo agregado familiar e só estes, quando adultos e circuncisados, podem realizar nele os ritos, ou, em caso de falecimento de algum membro (adulto) da família, o sacerdote qualificado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-7268928348044310612?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/7268928348044310612/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=7268928348044310612' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7268928348044310612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7268928348044310612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/09/segundo-o-critrio-da-sua-utilizao-aqui.html' title='IV. 1. Irãs colectivos, familiares e individuais'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-7198583680777356070</id><published>2007-09-16T13:43:00.000-07:00</published><updated>2007-09-16T14:29:23.956-07:00</updated><title type='text'>IV. SÍMBOLOS E RITUALISMOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Irã:&lt;/strong&gt; este termo entrou no uso corrente mais com o significado de local da efectivação das cerimónias mágicas e, simultaneamente, do próprio objecto, natural ou artificial, sobre o qual ou junto do qual se realiza o ritualismo, ou seja, o símbolo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No consenso geral, mesmo que este símbolo seja artificial-confeccionado ou adaptado para identificar o feitiço, o irã incarna os espíritos de antepassados ou de entes sobrenaturais. Quer dizer, símbolo e local confundem-se num mesmo significado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem o Ídolo nem o Chinabú nem o Irã foram alguma vez tomados no sentido de definir o objecto ou acto perverso, mau, a que se pudesse atribuir perigo ou dano, moral ou material. Apenas o termo "feitiço" se reveste , ainda que raramente, daquele intuito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pode dizer-se que em certos aspectos, no crioulo ou para os que o entendem, o "feitiço" exprime na Guiné o mesmo que "fazer mandinga" no norte de Portugal e no Brasil, ou seja, procurar causar mal ou dano, através de acto mágico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O feiticeiro (o que faz feitiçaria) esse é que é sempre considerado ente ou espírito malfazejo e, por isso mesmo, todos os povos o abominam e combatem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outrora os que fossem considerados "feiticeiros" pela comunidade, após as "rónias" eram condenados a morrer (embrulhados numa esteira, com uma corda atada ao pescoço e em seguida fundeados) ; ou pelo suicídio, por enforcamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estas duas modalidades foram unicamente usadas pelos Bijagós. Em regra a descoberta e a estigmatização de feiticeiros era feita durante as cerimónias de "interrogatórios" de defuntos" designadamente entre Manjacos, Papéis e Bijagós.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Irã (forma de expressão simples e cómoda) tem designações próprias na língua de cada tribo, mas todas com o significado mas em todas com o significado a que anteriormente fizémos alusão e é, em geral simbolizado: por árvores de grande porte (especialmente poilões e calabaceiras) ; pequenos bosques ou tufos de vegetação espontânea; recantos de "lalas" ou de "bolanhas"; estacas de madeira em bruto, vulgarmente em forquilha; esculturas de madeira representando figuras antropomórficas ou simples desenhos geométricos; ainda outras inúmeras formas de representação material do ídolo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-7198583680777356070?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/7198583680777356070/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=7198583680777356070' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7198583680777356070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/7198583680777356070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/09/iv-smbolos-e-ritualismos.html' title='IV. SÍMBOLOS E RITUALISMOS'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-599527883092252442</id><published>2007-09-12T16:36:00.000-07:00</published><updated>2007-09-12T16:45:51.713-07:00</updated><title type='text'>III. 3. Influência do catolicismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Apesar de a presença dos missionários católicos na Guiné datar dos primórdios da expansão portuguesa, a verdade é que, mercê de circunstâncias várias, o número de católicos é reduzido, embora a revista "Portugal em África" os eleve a 19.000.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sejam quais forem os números que representem com mais autenticidade a comunidade católica da Guiné, não há dúvida que tais números são insignificantes, se nos lembrarmos que estamos há 5 séculos neste território.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afigura-se-nos quase perdida a batalha cultural com o islamismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este, em poucas gerações, foi capaz de lançar os seus tentáculos a todos os grupos de animistas guineanos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A menos que os missionários católicos reforcem a sua acção que deve complementar a da Administração, parece mesmo perdida a batalha cultural com o islamismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-599527883092252442?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/599527883092252442/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=599527883092252442' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/599527883092252442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/599527883092252442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/09/iii-3-influncia-do-catolicismo.html' title='III. 3. Influência do catolicismo'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-88231295408897239</id><published>2007-09-12T16:29:00.000-07:00</published><updated>2007-09-12T16:35:15.460-07:00</updated><title type='text'>III. 2. Presença muçulmana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A influência do islamismo na Guiné tem-se traduzido em permanente "assalto" às tribos que no território praticam aquilo que na generalidade da literatura especializada é designado por animismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este facto permite alinhar as tribos guineanas em dois grandes grupos: um, constituído pelas tribos bastante islamizadas (Cassangas, Nalus e Biafadas) e outro pelas tribos que se podem considerar completamente islamizadas (Mandingas, Fulas e Sossos) .&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-88231295408897239?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/88231295408897239/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=88231295408897239' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/88231295408897239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/88231295408897239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/09/iii-2-presena-muulmana.html' title='III. 2. Presença muçulmana'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-2916537228796154562</id><published>2007-09-12T16:25:00.000-07:00</published><updated>2007-09-12T16:28:36.463-07:00</updated><title type='text'>III. 1. Crenças tradicionais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sobre as populações que praticam o culto dos mortos e ritualismos tradicionais pode ler-se mais adiante o capítulo dedicado exactamente a "Símbolos e Ritualismos" onde se aborda com algum pormenor este tema.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-2916537228796154562?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/2916537228796154562/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=2916537228796154562' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/2916537228796154562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/2916537228796154562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/09/iii-1-crenas-tradicionais.html' title='III. 1. Crenças tradicionais'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-705017673336634020</id><published>2007-09-12T15:49:00.000-07:00</published><updated>2007-09-12T16:22:35.401-07:00</updated><title type='text'>III. RELIGIÕES</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na Guiné trava-se neste momento uma acesa batalha religiosa, por um lado entre três religiões ecuménicas (uma maioritária e duas minoritárias) e as crenças tradicionais. Por outro, entre os adeptos das referidas religiões ecuménicas (islamismo, catolicismo e protestantismo) que não deixam de se guerrear mutuamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Traduzindo este estado de coisas em números, segundo os dados estatísticos de 1950:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;População civilizada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Católicos----------7.810&lt;br /&gt;Protestantes--------185&lt;br /&gt;Ortodoxos-------------2&lt;br /&gt;Drusos(libaneses)----85&lt;br /&gt;Maometanos---------93&lt;br /&gt;Hinduistas-------------1&lt;br /&gt;Outras crenças-------31&lt;br /&gt;De religião ignorada-113&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;População não civilizada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Animistas------323.232&lt;br /&gt;Islamizados----181.284&lt;br /&gt;Católicos---------4.411&lt;br /&gt;Outras (cristãs)-----43&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os grupos religiosos maioritários são os constituídos pelos muçulmanos e pelos que seguem as crenças tradicionais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dos grupos minoritários, os únicos verdadeiramente activos são os formados por católicos e protestantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Da análise dos números que acabamos de referir podem tirar-se algumas ilações que convém registar. Assim, verifica-se que: a maioria da população segue ainda as crenças tradicionais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O bloco muçulmano é fortemente maioritário em relação aos grupos religiosos não tradicionais; os católicos estão em maioria esmagadora entre os civilizados, dado que os protestantes formam uma comunidade pouco significativa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-705017673336634020?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/705017673336634020/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=705017673336634020' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/705017673336634020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/705017673336634020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/09/iii-religies.html' title='III. RELIGIÕES'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-2922992451623784158</id><published>2007-09-02T15:57:00.000-07:00</published><updated>2007-09-02T16:06:21.001-07:00</updated><title type='text'>II. 9. População indígena</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A população indígena, em número de 345.267 almas, é composta pelas seguintes tribos: baiotes, balantas, banhuntos, beafadas, bijagós, brâmes ou mancanhas, cassangas, felupes, fulas, mandingas, manjacos, nalús, papéis e sossos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algumas ocupam pequenas manchas e vão desaparecendo seja por definhamento físico ou por miscigenação com outras tribos mais fortes que lhes impõem os costumes e as crenças.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-2922992451623784158?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/2922992451623784158/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=2922992451623784158' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/2922992451623784158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/2922992451623784158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/09/ii-9-populao-indgena.html' title='II. 9. População indígena'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-1377016620903941808</id><published>2007-09-02T15:45:00.000-07:00</published><updated>2007-09-02T15:56:12.245-07:00</updated><title type='text'>II. 8. Os africanos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não é de admirar o elevado número de caboverdeanos registados no território.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde sempre os dois territórios, Guiné e Cabo Verde, estiveram intimamente ligados, constituindo a Guiné uma antiga dependência do antigo Governo Geral de Cabo Verde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma grande parte da corrente migratória alimentada pelas crises periódicas do arquipélago de Cabo Verde depositava nos postos da Guiné numerosos caboverdeanos que aqui vinham procurar meios de subsistência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Originários de várias ilhas, espalhavam-se por toda a parte, dedicando-se aos mais diversos misteres.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A falta de artífices, de agricultores, etc. tornava essa imigração necessária. É na região de Farim, nas ilhas de Bissau e Bolama, onde se encontra o maior número de caboverdeanos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dos outros territórios sob administração portuguesa, é S. Tomé e Principe quem dá maior contribuição de imigrantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-1377016620903941808?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/1377016620903941808/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=1377016620903941808' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/1377016620903941808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/1377016620903941808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/09/ii-8-os-africanos.html' title='II. 8. Os africanos'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-6990845359961872227</id><published>2007-09-02T15:29:00.000-07:00</published><updated>2007-09-02T15:43:57.580-07:00</updated><title type='text'>II. 7. Os asiáticos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pode dizer-se que uma parte considerável da Guiné, no sentido de importância de implantação no território, pertence aos libaneses, aqui impropriamente conhecidos por "sírios". Estão espalhados por todo o território, mas com acentuada preferência pelas circunscrições de Gabú e Bafatá. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a sua conhecida inclinação para o negócio, sóbrios e poupados, vivendo quase sempre em comunidade, têm conseguido fácil triunfo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oriundos todos do Monte Líbano professam as religiões católica e mahometana, sendo porém maioria é constituída por drusos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dedicam-se exclusivamente ao comércio. Os dados estatísticos sobre a nacionalidade dos concessionários de terrenos mostram que nenhum deles possui terrenos de 2.ª classe, isto é, destinados à agricultura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas é raro encontrar libaneses residindo há mais de 30 anos na Guiné pois, mal melhoram a sua condição económica, viajam até à terra natal para se casarem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-6990845359961872227?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/6990845359961872227/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=6990845359961872227' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/6990845359961872227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/6990845359961872227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/09/ii-7-os-asiticos.html' title='II. 7. Os asiáticos'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-8151220664223209382</id><published>2007-08-31T15:57:00.000-07:00</published><updated>2007-09-02T15:28:40.258-07:00</updated><title type='text'>II. 6. População civilizada</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;É notável a diferença entre a presença dos portugueses e dos indivíduos de outras nacionalidades.&lt;br /&gt;Assim, pode afirmar-se que a população europeia é tipicamente portuguesa. O seu crescimento cada vez maior define o desenvolvimento da Guiné.&lt;br /&gt;O último censo de 1940 acusou o número de 784 portugueses da "Metrópole" concentrados preferencialmente em Bissau.&lt;br /&gt;Pelo mato fora (interior) encontram-se espalhados muitos europeus portugueses exercendo várias profissões. A actividade mais comum a que se dedicam é o comércio.&lt;br /&gt;Antes da II Guerra Mundial eram os alemães quem, entre os estrangeiros, reunia o maior número de indivíduos no território.&lt;br /&gt;Todavia, com o desaparecimento das grandes firmas comerciais alemãs, o número de indivíduos dessa nacionalidade baixou consideravelmente.&lt;br /&gt;Os franceses são quem ocupa o segundo lugar no quadro da presença europeia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-8151220664223209382?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/8151220664223209382/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=8151220664223209382' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8151220664223209382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8151220664223209382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/08/ii-6-populao-civilizada.html' title='II. 6. População civilizada'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-2092702195031366335</id><published>2007-08-31T15:48:00.000-07:00</published><updated>2007-08-31T15:54:27.917-07:00</updated><title type='text'>II. 5. A população do concelho por tribos</title><content type='html'>Os Papéis são a tribo predominante no concelho de Bissau, logo seguidos dos Balantas.&lt;br /&gt;Ocupam ainda lugar de relevo os Mancanhas e os Mandingas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-2092702195031366335?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/2092702195031366335/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=2092702195031366335' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/2092702195031366335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/2092702195031366335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/08/ii-5-populao-do-concelho-por-tribos.html' title='II. 5. A população do concelho por tribos'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-3802213821997465548</id><published>2007-08-31T15:18:00.000-07:00</published><updated>2007-08-31T15:46:51.989-07:00</updated><title type='text'>II. 4. Concelho de Bissau</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O concelho de Bissau, com sede nesta cidade, compreende a ilha do mesmo nome e os ilhéus do Rei e de Bandim, com área aproximada de 1956 km2.&lt;br /&gt;Tem três postos administrativos: Safim, Prábis e Biombo, tendo este último sede na povoação de Quinhamel.&lt;br /&gt;O território da sede do concelho compreende os regulados de Antulo, Bandim e Antim.&lt;br /&gt;A população indígena total do concelho de Bissau, em 1947, era de 29.418 hab. distribuidos da seguinte forma segundo os regulados:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Cumura------------1425&lt;br /&gt;Biombo-------------7032&lt;br /&gt;Prábis---------------830&lt;br /&gt;Tór-----------------4165&lt;br /&gt;Quecete------------1015&lt;br /&gt;Safim---------------2267&lt;br /&gt;Bór------------------2146&lt;br /&gt;Jaal------------------681&lt;br /&gt;Antula--------------1428&lt;br /&gt;Bissalanca----------1131&lt;br /&gt;Bandim--------------650&lt;br /&gt;Bijimita-------------2650&lt;br /&gt;Intim----------------3998&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-3802213821997465548?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/3802213821997465548/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=3802213821997465548' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/3802213821997465548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/3802213821997465548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/08/ii-4-concelho-de-bissau.html' title='II. 4. Concelho de Bissau'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-8791408449592817436</id><published>2007-08-31T14:51:00.000-07:00</published><updated>2007-08-31T15:16:03.002-07:00</updated><title type='text'>II. 3. População de Bissau</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A população da cidade de Bissau com a sua área à data do censo de 1940 é de 3.362 hab. com a seguinte distribuição:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brancos                     ......................960 (557 varões e 403 fêmeas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestiços...................               1159 (501 varões e 658 fêmeas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indianos                          ........................ 5 (5 varões e 0 fêmeas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negros                      .................... 1238 (580 varões e 658 fêmeas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TOTAIS...................3362 (1643 varões e 1719 fêmeas)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-8791408449592817436?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/8791408449592817436/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=8791408449592817436' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8791408449592817436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8791408449592817436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/08/ii-3-populao-de-bissau.html' title='II. 3. População de Bissau'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-9090009774183281036</id><published>2007-08-29T16:26:00.000-07:00</published><updated>2007-08-29T16:33:28.864-07:00</updated><title type='text'>II. 2.Factores demográficos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A população total da Guiné deve poder estimar-se em 500.000 habitantes o que relativamente à  superfície territorial (36.000 km2) corresponde a uma densidade populacional de cerca de 14 hab./km2. Tendo em conta a normal densidade das populações aborígenes em África, a densidade da população na Guiné pode considerar-se elevada.&lt;br /&gt;Assim, na região central da África, a mais densamente povoada, este índice é inferior a 13, sendo em Moçambique 6 e descendo na antiga África Equatorial Francesa e em Angola a menos de 2 hab./km2.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-9090009774183281036?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/9090009774183281036/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=9090009774183281036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/9090009774183281036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/9090009774183281036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/08/ii-2factores-demogrficos.html' title='II. 2.Factores demográficos'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-228825671995006377</id><published>2007-08-29T15:48:00.000-07:00</published><updated>2007-08-29T16:35:11.998-07:00</updated><title type='text'>II. 1. Instrução</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É insignificante o número de indivíduos com instrução elementar. Os que lêem e escrevem português ou apenas sabem essa língua representam 1153 indivíduos de ambos os sexos, ou seja, 2,2 por mil da população presente.&lt;br /&gt;Daí os analfabetos constituirem a grande massa, na proporção de 997,7 por mil recenceados naturais da Guiné. Neste aspecto o censo de 1950 enfermou de um grave erro: ter-se cingido na recolha ao grau de instrução, em português.&lt;br /&gt;Há na Guiné uma grande percentagem de indivíduos que lêem e escrevem em caracteres árabes com desenvoltura e seria útil avaliar-se da expansão, neste aspecto, que a cultura islâmica tem no presente ou virá a ter no futuro. Seria sempre um elemento que daria a conhecer o grau de desenvolvimento intelectual da população negra.&lt;br /&gt;De entre os que sabem ler e escrever o português, verifica-se que os primeiros lugares pertencem ao Papel (462 indivíduos) seguido pelo Manjaco (159) pelo Mandinga (118) pelo Beafada (83) e pelo Balanta (59) estando os restantes grupos étnicos em número insignificante.&lt;br /&gt;Nos que falam português, temos o Fula (343) seguido pelo Manjaco (257) pelo Mandinga (180) pelo Papel (159) pelo Beafada (69) e pelo Balanta (41) . Aqui os indivíduos islamizados têm preponderância (592 indivíduos contra 457 animistas) .&lt;br /&gt;Se recordarmos a nossa penetração na Guiné, feita muito através dos Fulas, pela sua docilidade e contacto fácil, explicaremos de certa maneira este facto. Foram os Fulas os nossos mais prestimosos auxiliares nas campanhas de pacificação e os primeiros a alistarem-se voluntariamente nas formações militares, regulares ou irregulares. Os Fulas e os Mandingas são mais cultos, daí o falarem facilmente o português; todavia, como têm uma cultura própria e secular são mais arredios a frequentar as nossas escolas.&lt;br /&gt;O aparecimento dos animistas ( Manjacos, Papéis, Balantas) deriva da circunstância de serem os que maiores contingentes de remadores, marinheiros, estivadores, criados domésticos, etc. fornecem aos países civilizados. Dentro de alguns anos é certo que exista um elevado número de animistas com um elevado grau de instrução (portuguesa) pois são eles quem fornece o grande contingente das escolas portuguesas. De resto vê-se que assimilam com maior facilidade e rapidez a cultura ocidental.&lt;br /&gt;A cultura própria é nitidamente inferior à dos islamizados e o valor das suas crenças torna-os mais permeáveis, menos fechados.&lt;br /&gt;Neste caso da vida cultural e no retraimento ou aceitação da nossa cultura por parte dos diversos grupos étnicos, o problema pode ser posto do mesmo modo que a aceitação ou resistência aos contactos de sangue, à mestiçagem inter-grupos.&lt;br /&gt;Há uns que não reagem, ou reagem menos à miscigenação; outros, talvez por se apresentarem mais puros, são avessos ao cruzamento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-228825671995006377?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/228825671995006377/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=228825671995006377' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/228825671995006377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/228825671995006377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/08/ii-1-instruo.html' title='II. 1. Instrução'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-5242502588670777266</id><published>2007-08-29T15:46:00.000-07:00</published><updated>2007-08-29T15:47:56.565-07:00</updated><title type='text'>II. POPULAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-5242502588670777266?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/5242502588670777266/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=5242502588670777266' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5242502588670777266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/5242502588670777266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/08/ii-populao.html' title='II. POPULAÇÃO'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9196280075080023954.post-8466196143591424778</id><published>2007-08-28T12:44:00.000-07:00</published><updated>2007-08-29T15:46:35.172-07:00</updated><title type='text'>I. INTRODUÇÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O presente blog integra sobretudo o resultado da pesquisa e posterior recolha de dados através de leituras de vários autores que se debruçaram sobre a problemática da Guiné.&lt;br /&gt;Tratava-se a seu de uma recolha mais ambiciosa do que na realidade acabou por resultar.&lt;br /&gt;O eclodir do 25 de abril de 1974, fez-me regressar a Portugal, após uma curta estadia de pouco mais de um ano, no cumprimento do serviço militar obrigatório como alferes miliciano em solo guineense.&lt;br /&gt;Como é óbvio a precipitação dos acontecimentos e a própria desactualização dos dados recolhidos acabaram por desmotivar a continuação e o aprofundamento da pesquisa.&lt;br /&gt;Todavia, muita informação foi ainda "armazenada" e achei que seria uma pena se não fizesse uma compilação dessa informação de forma a dar-lhe corpo e, pelo menos, deixar assim um testemunho meu de uma terra que não mais esquecerei.&lt;br /&gt;São assuntos variados de um tempo que é já história, pois muito do que se diz aqui foi já objecto de grandes mudanças. Mas há sempre coisas que ficam no tempo que passa e podem mudar-se nomes, acontecimentos, pessoas, mas a Guiné, como território, como país, continuará com base na sua história trilhando os promissores caminhos do futuro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9196280075080023954-8466196143591424778?l=guinebissau1974.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/feeds/8466196143591424778/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9196280075080023954&amp;postID=8466196143591424778' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8466196143591424778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9196280075080023954/posts/default/8466196143591424778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guinebissau1974.blogspot.com/2007/08/introduo.html' title='I. INTRODUÇÃO'/><author><name>Antonio Esperança Pereira</name><uri>https://profiles.google.com/110425547679537821080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-_HEAmg7tG9g/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABsU/48k5pUGETZE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
